O preço do frango ao consumidor caiu de 15% a 20% no Paraná. Segundo a Associação dos Avicultores do Paraná (Avipar), a cotação do produto entrou 2006 em baixa amparada por três fatores: sobra de carnes na passagem do ano; queda tradicional do consumo em janeiro; e excesso de oferta de suínos e bovinos no mercado interno. As exportações também foram afetadas por conta da ocorrência de febre aftosa nos Estados do Paraná e do Mato Grosso do Sul que, apesar de não acometer as aves, foram levantados embargos.
Segundo Alfredo Kaefer, presidente da Avipar, no ano passado houve um aumento e uma certa estabilidade no preço da carne de frango. ''Mas em janeiro e fevereiro, os preços caíram'', diz. Segundo as cotações de preços da Secretaria de Estado de Agricultura e Abastecimento (Seab), no varejo a queda começou a ocorrer a partir de outubro. Neste mês, o quilo da carne era comercializada, em média, por R$ 3,08. Em janeiro, o preço do quilo caiu para R$ 2,74. O custo ainda está um pouco abaixo da cotação de agosto do ano passado: R$ 2,76.
De acordo com Paulo Muniz, proprietário da Comaves, os patamares atuais de preços, principalmente nos grandes centros, são semelhantes aos praticados há 11 anos, durante a implantação do Plano Real. ''Ocorreram muitas coisas por desatenção. O surgimento dos focos de aftosa foi uma irresponsabilidade do governo, que deixou de investir em Vigilância'', comenta. Devido a ocorrência dos focos, mais de cem países deixaram de comprar produtos brasileiros de origem animal, conforme Muniz.
Outro fator que teria atrapalhado a avicultura foi a greve dos fiscais federais nos portos, que deixaram de emitir cerca de 70% dos certificados liberando a exportação. ''Em novembro, sobraram cerca de 70 mil toneladas de frango que acabaram sendo dirigidas para o mercado interno'', diz. Além disso, há a teoria de que com mais carne bovina no mercado, os consumidores tenham deixado o frango de lado.

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