Preço do feijão deve cair em junho
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quinta-feira, 29 de maio de 2003
Betânia Rodrigues<br> Reportagem Local 
Até meados de junho, o consumidor paranaense pagará menos pelo quilo do feijão carioquinha. Este é o resultado da segunda colheita no Estado e nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, que já reduziu em 23% o valor da saca. Segundo Richardson de Souza, engenheiro agronômo e técnico do Departamento de Economia Rural (Deral), em abril o produtor recebia R$ 97,00 pela saca de 60 quilos e no final de maio o pagamento não passa de R$ 75,00. No atacado, o fardo de 30 quilos era comercializado a R$ 71,00 no mês passado e hoje vale R$ 62,00.
O Deral estima que o País colherá 1,28 milhão de toneladas na safra da seca das quais 190 mil toneladas sairão do Paraná. O agricultor Hideo Kimura, de Lerrovile (distrito de Londrina), colheu 110 sacas em cada um dos 80 alqueires plantados. Segundo ele, o clima ajudou e a produtividade ficou dentro das expectativas. A valorização do produto no mercado de commodities incentivou Kimura a dobrar a área plantada desta vez. ''Foi a compensação da retração que sofremos no início do segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso'', argumentou o produtor que espera terminar a colheita neste final de semana.
Souza afirma que o preço médio do quilo do carioquinha é 80% superior ao valor praticado em maio do ano passado. Atualmente, ele é vendido nos supermercados por, aproximadamente, R$ 2,89 contra R$ 2,38 do feijão preto consumido, preferencialmente, no Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.
De acordo com Marcelo Eduardo Luders, diretor da Corretora de Mercadorias, no próximo semestre o preço do feijão no Paraná aumentará entre 15% e 20% devido à entressafra e quebra na safra das águas. ''O volume da segunda colheita não é suficiente para repor a perda de 40% provocada por alterações climáticas. Deveremos comprar feijão de São Paulo e Goiás e pagar 12% de ICMS mais o frete'', explicou.


