A média de preços praticados no Estado é animadora para os produtores: R$ 49,56/saca. No mesmo período do ano passado, a média era de R$ 24,42. O custo total de produção é avaliado pelo Deral em R$ 36,36/saca, com custo variável a partir de R$ 25,72/saca. Com produtividade média em torno de 17 sacas/ha a cultura dá bom retorno.
Cerca de 60% da área a 2ª safra de feijão a safra da seca (81 mil hectares), já foi colhida no Paraná. As regiões de Cornélio Procópio, Francisco Beltrão e Londrina já finalizaram a colheita; Ponta Grossa, que é a maior região produtora, já colheu 85% da sua produção.
‘‘Devido aos preços baixos nos últimos dois anos, os produtores paranaenses ficaram desestimulados, mas este ano está sendo promissor para quem plantou o produto’’, afirmou o engenheiro agrônomo do Deral, Gilberto Bello.
No ano passado o Paraná perdeu a posição de liderança na produção nacional para a Bahia que produziu 536,2 mil t; este ano a produção baiana de feijão deve ter quebra de 60% devido à seca.
A produção do Paraná incluindo as safras das águas e das secas deve chegar a 440,7 mil t. Para a safra de inverno, pouco praticada no Estado, espera-se uma área de 21 mil ha, com produção estimada em 15 mil t.
Consumo Atualmente, o consumo nacional de feijão está avaliado em torno de 13 kg por habitante/ano, valor considerado baixo, segndo Bello, já que na década de 70 era de 28 kg por habitante/ano. A correria da vida moderna impôs mudança de hábito. Aumenta o número de pessoas que comem fora de casa. Este é um dos fatores associados à redução do consumo. ‘‘Mas com o inverno, as pessoas tendem a comer mais feijão - segundo o técnico. Com base em anos anteriores espera-se um aumento de consumo de até 30%.

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