Preço do diesel pode cair, mas o gás de cozinha não terá mudança
O governo federal vai decidir na próxima semana se reduz em até 5,4% o preço do litro do óleo diesel nas refinarias da Petrobras. O ministro de Minas e Energia, José Jorge, disse ontem que como este combustível é subsidiado, torna-se pouco provável que seja aplicado o mesmo percentual da gasolina para diminuir o valor do litro do diesel. No caso do gás de cozinha (GLP), segundo o ministro, as chances de queda do preço são remotas. José Jorge confirmou que está sendo analisada a liberação do preço do gás de cozinha nas Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do País. O preço do produto para o consumidor já deixou de ser tabelado nos Estados do Sudeste e Sul.
O índice de redução do preço da gasolina deve ser fechado, na próxima segunda-feira, quando os técnicos do governo terão uma avaliação do comportamento do preço do barril do petróleo no mercado externo e a cotação do dólar comercial apurado pelo Banco Central dos dois últimos dias úteis deste mês. Para o ministro, o resultado levará a uma pequena variação em relação aos 5,4% de descontos anunciados pelo presidente Fernando Henrique Cardoso. É possível que o preço da gasolina seja reduzido, nas refinarias, entre 5,3% ou 5,5%.
José Jorge explicou que havia conversado com executivos das distribuidoras BR, Shell, Esso, Texaco e Ipiranga, detentoras de cerca de 80% das revendas de combustíveis. Segundo o ministro, durante o encontro, os executivos tomaram conhecimento sobre a diminuição do preço da gasolina. Naquele instante houve a posição dos empresários de que o repasse nas bombas iria acontecer, sendo que os preços poderiam variar em determinadas cidades por causa dos impostos e das despesas com transporte.
O mercado de revenda dos derivados de petróleo é livre, mas temos conhecimento de que este ganho para o consumidor vai acontecer efetivamente, afirmou o ministro. Ele ressaltou que o motorista deve manter o hábito de pesquisar os preços antes de abastecer o carro. O governo vai ajudar na formação de preço por meio da BR Distribuidora, braço da Petrobras no comércio de combustíveis.
O ministro explicou que o percentual de redução do preço da gasolina somente não será maior porque houve uma desvalorização do real frente ao dólar americano. A fórmula paramétrica usada pelo governo para definir o preço dos derivados de petróleo leva em consideração o câmbio e o preço do petróleo no mercado internacional. Desde o dia 2 de janeiro, técnicos do ministério e da Petrobras estão acompanhando a variação levando em conta o modelo divulgado em novembro do ano passado, quando ocorreu o último aumento dos preços.
Os novos preços entram em vigor na próxima sexta-feira, dia 6 de abril, e uma nova revisão desta fórmula somente será conhecida dentro de três meses. Até lá, o consumidor vai torcer para que a cotação da moeda americana se estabilize ou que ocorra uma desvalorização do dólar frente ao real. O barril do petróleo também terá que ficar abaixo de US$ 25.
O governo federal também deve reduzir os subsídios concedidos ao querosene de aviação (QAV) para os vôos domésticos. Técnicos do ministério informaram que até a próxima segunda-feira será publicado no Diário Oficial da União o ato que aproxima o preço do combustível ao valor de mercado. Numa avaliação preliminar, estima-se que a medida não vai implicar no aumento do preço do QAV já que o preço é estável.





