Preço do diesel deve subir na semana que vem
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quinta-feira, 04 de abril de 2002
Agência Estado 
Rio de Janeiro O preço do diesel pode aumentar de novo na semana que vem. Na segunda-feira vence o prazo de 15 dias estipulado pela Petrobraspara a definição de novos reajustes. O preço do diesel no Golfo Americano (parâmetro utilizado pela estatal) vem subindo desde a última alteração promovida pela empresa. Na quarta-feira, o preço do diesel nos Estados Unidos estava 10,89% mais caro, em reais, do que a cotação do dia 15 de março.
Segundo a fórmula de reajuste anunciada pela Petrobras, o preço do diesel será reajustado a cada 15 dias caso haja uma variação superior a 5% na cotação do Golfo Americano, em comparação com o preço médio utilizado pelo último reajuste. A empresa ainda não se pronunciou a respeito, mas o aumento está sendo dado como certo por analistas do setor.
Se o óleo diesel continuar subindo, certamente teremos um novo aumento na semana que vem, diz a especialista em petróleo da Tendências Consultoria, Fabiana Fantoni. Segundo ela, a tendência é de alta no preço internacional do diesel devido à proximidade do verão norte-americano, quando o transporte ferroviário ganha força. O diesel no Brasil tem muito o que subir, já que ainda está abaixo do que se pratica lá fora, reforça o consultor Carlos Eduardo Domingues, da Downstema Consultoria.
O último reajuste, de 8,25%, foi anunciado pela empresa no dia 25 de março. O galão de diesel usado como base pela estatal estava cotado a US$ 0,6311 - R$ 1,4793 pelo dólar daquele dia. Anteontem, segundo a agência norte-americana de informações sobre energia, a cotação do diesel no Golfo Americano era de US$ 0,7065, ou R$ 1,6404.
Calculando que o preço do diesel ficará em US$ 0,72 por galão nos próximos dias, a analista da Tendências acredita em um reajuste em torno de 6,5% no preço interno na próxima semana. Esse valor não conta os impostos, ou seja, o repasse para o consumidor seria menor, ressalta. O preço do diesel já foi aumentado três vezes este ano, após sofrer uma redução de 15% em janeiro.


