O preço da gasolina teve variação de 0,03% esta semana em Londrina, segundo o levantamento semanal da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) realizado em 41 postos da cidade. O etanol apresentou elevação de 0,05%. Ontem, a gasolina estava sendo vendida, em média, a R$ 3,035 e o etanol a R$ 2,016.
O preço mínimo do combustível fóssil na cidade foi de R$ 2,840 e o máximo, de R$ 3,099. No caso do etanol, o menor valor notado foi de R$ 1,810, e o maior, de R$ 2,099. O combustível volta a subir depois de uma leve queda na semana anterior, quando o preço médio da gasolina caiu R$ 0,01 e o do etanol, R$ 0,02.
De qualquer forma, continuou compensando abastecer o automóvel com o álcool, mesmo que este seja um período de entressafra do setor e o consumo, por decorrência das viagens de fim de ano, tenha aumentado significativamente. A diferença do preço do etanol para a gasolina ficou em 33,57%. Na semana passada, esteve em 33,63%. O biocombustível é mais vantajoso sempre que o percentual ficar abaixo de 70%.
De acordo com o presidente da Associação de Produtores de Bioenergia do Estado do Paraná (Alcopar), Miguel Tranin, mesmo com o setor em entressafra, a produção foi atendida. Segundo ele, das 22 unidades do Paraná, cinco estão em operação. "É um movimento natural da entressafra. Há uma redução da oferta e, tradicionalmente, uma elevação do preço no período. O que vem ocorrendo é um grande aumento do consumo de combustível. Em dezembro, janeiro, sempre tem um incremento em função de viagens."
O empresário Amarildo Firmino, que possui um carro e outros dois que rodam pela empresa, diz ter sentido o impacto com o aumento do combustível. "Abasteço com gasolina. Todo mês está aumentando." O arquiteto Márcio Koga, que viajou de férias neste fim de ano, disse que abasteceu com etanol, que considerou mais vantajoso mesmo com a grande distância percorrida. "Desta última vez que abasteci não senti tanta diferença, mas na anterior, foi considerável. No final do ano, quando já estava aumentando o preço, minha opção foi o álcool. Mesmo sendo maior o consumo ainda optei por ele."
O arquiteto diz ainda ter sentido diferença nos preços de uma cidade para outra. "Comparando com outras cidades, Londrina está bem mais caro. Em Maringá e no interior de São Paulo, percebi diferença de R$ 0,10, R$ 0,20 centavos." Daniel Grade Junior, dentista, também tem optado pelo etanol nas últimas vezes que abasteceu. "O etanol está valendo mais a pena em relação à gasolina."

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