Preço do combustível dispara em Londrina
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segunda-feira, 05 de outubro de 2009
Danilo Marconi<br> Equipe do Bonde 
A semana começou com surpresas aos consumidores de combustíveis em Londrina. A gasolina e o álcool ficaram, em média, 6,5% e 13%, respectivamente, mais caros nas bombas. O combustível fóssil, que era comercializado, a R$ 2,42 agora está sendo vendido a R$ 2,58. Já o litro do álcool passou de R$ 1,58 para R$ 1,75, chegando a até R$ 1,79 em alguns postos da cidade.
Segundo o Sindicato do Comércio de Combustíveis (Sindicombustíveis), o reajuste foi motivado pela quebra de 6% na safra da cana-de-açúcar. ''Foram 11 dias a menos de colheita. Houve muita chuva e com isso perda de sacarose, o que consequentemente, resulta em menos combustível produzido'', explicou Durval Garcia, diretor do Sindicombustíveis-PR.
Há 40 dias, o consumidor já havia sido surpreendido por uma forte alta no preço do álcool. Na época, os preços passaram de R$ 1,35 a R$ 1,59, em média. Para o Procon de Londrina, o reajuste é sazonal. ''Esse aumento era esperado. O sindicato (Sindicombustíveis) entrou em contato conosco falando do repasse das distribuidoras. Com a melhoria do estoque, em 15 dias haverá queda nos preços'', comentou o coordenador do Procon, Marco Cito. No entanto, isso não vai impedir que o órgão continue as fiscalizações. ''Vamos continuar fiscalizando se há infração ao Código de Defesa (do Consumidor) por cartelização ou alinhamento de preço'', explicou.
O Procon também pediu fiscalização do Estado junto às distribuidoras. ''É verdade que as distribuidoras ditam os preços. Pedimos às autoridades estaduais para fiscalizarem essas empresas'', concluiu.
Flex
A nova alta acende o alerta para proprietários de carros bicombustíveis (flex). Esse aumento praticamente levou ao limite a economia que o abastecimento com álcool oferecia em relação à gasolina. Para valer a pena abastecer com o combustível limpo, o preço do litro deve ser até 70% menor do que o da gasolina considerando que o consumo do etanol é 30% maior do que o do combustível fóssil. Com os novos preços, a proporção ficou em 69,37%.


