Agência Estado
De São Paulo
O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), José Carlos Pinheiro Neto, disse ontem que os preços dos carros deverão ter aumento a partir do dia 28 de agosto, quando encerra-se o acordo emergencial, que congelou os preços desde começo de junho. Segundo ele, além da elevação dos impostos, decorrente do fim do acordo, as montadoras deverão repassar o reajustes de tarifas - como a de energia elétrica.
Pinheiro Neto não acredita na possibilidade de prorrogação do acordo emergencial que reduziu as alíquotas do Imposto sobre Produto Industrial (IPI). ‘‘Estou me baseando nas palavras do presidente Fernando Henrique durante nosso último encontro.’’ O presidente da Anfavea rebateu a acusação do presidente da Federação Nacional da Distribuição de Veículos (Fenabrave), Hugo Maia, de que as montadoras estão fazendo ‘‘enriquecimento ilícito’’.
‘‘A manifestação de Hugo Maia é uma bobagem’’, disse. ‘‘Hoje a garantia de lucro é privilégio de empresário competente’’, destacou. O presidente da Fenabrave declarou que os fabricantes fixaram preços acima da capacidade dos consumidores, provocando alto estoque nas concessionárias.
Em contraposição às acusações de Maia, o presidente da Anfavea apresentou os números dos primeiros 10 dias de julho comparados ao mesmo período de junho. A venda a varejo (das concessionárias) em julho foi 6% maior que a de junho: foram 17.304 carros contra 16.313 do mesmo período no mês anterior.
A venda do atacado (das montadoras), no entanto, teve comportamento inverso. Nos dez primeiros dias de junho foram comercializadas 21.303 unidades e no mesmo período de julho 19.103. ‘‘Os números respondem’’, disse.

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