Agência Estado
De São Paulo
Quem não quiser correr o risco de ter de pagar mais caro por um carro novo deve apressar-se. Isso porque o governo anunciou, na semana passada, que não prorrogará o acordo emergencial do setor automotivo que reduziu a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e barateou os automóveis. O acordo vence quinta-feira. Se o governo mantiver sua decisão, a expectativa é que o preço dos automóveis suba até 12%.
De acordo com o gerente de Vendas da concessionária Sonnervig (Ford), Orlando Mateus, ‘‘se o acordo não for prorrogado, deverá ocorrer uma paradeira geral no setor’’. A gerente de Vendas da concessionária Projeto 2 (Fiat), Célia Busato, acredita que, com a extinção do acordo e a provável redução da demanda e da produção, as montadoras vão ameaçar o governo com demissão de funcionários. A expectativa é que o governo ceda às pressões e volte a negociar benefícios fiscais para conseguir manter o nível de emprego na indústria automobilística.
O supervisor de Vendas da concessionária Sopave (Volks), Pedro Martins, considera que, de imediato, o mercado reagirá com retração. Mas, em algumas semanas, ele acredita que as empresas do setor já terão encontrado formas de amenizar o impacto do reajuste de preços.
As promoções que estão sendo realizadas atualmente devem continuar. Na Projeto 2, por exemplo, a entrada pode ser paga somente em dezembro, quando o consumidor recebe o seu 13º salário. Além disso, o consumidor pode obter até 10% de desconto na compra à vista.
Na compra a prazo também há promoções. Na rede Fiat, na compra de modelos da linha 1.0, Palio ou Uno Mille, o consumidor pode financiar até R$ 6 mil sem juros. Para a linha Marea, o financiamento é de até R$ 12 mil sem encargos.
Na Ford, quem parcelar a compra de modelos da linha Fiesta ou Ka também não pagará juro. Na GM, o juro mensal mais baixo é de 0,99%. Na Volks, a menor taxa é de 0,98%. Vale lembrar que quanto menor o juro maior o porcentual de entrada.

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