SÃO PAULO - O preço de café arábica atingiu patamares recordes pelo terceiro pregão consecutivo ontem em Nova York. Maio, o contrato spot subiu 3,22% (675 pontos), para 216,55 cents a libra-peso. Julho avançou 3,55% (665 pontos), para 194,15 cents.
A continuidade da greve no Porto de Santos, responsável por 75% dos embarques brasileiros, e a ameaça de paralisação de caminhoneiros colombianos no dia 20 foram os ingredientes altistas para o café ontem, que passa por um momento de escassez na variedade arábica. A Bolsa de Londres, que negocia a variedade robusta, fechou em alta de 1,23% (US$ 20), a US$ 1.640 a t. Julho subiu 1,22% (US$ 25), para US$ 1.663.
Contribuiu para a valorização a estimativa de safra da Tristão Companhia de Comércio Exterior, do Espírito Santo. A produção cafeeira da safra (97/98) foi prevista em 23,5 milhões de sacas, quebra de 15%. A projeção praticamente coincide com a da Associação Brasileira dos Exportadores de Café. O Ministério da Indústria e do Comércio prevê colheita de 20 a 22 milhões de sacas.
A Tristão corrigiu ainda a previsão para 1996/97: de 26 milhões para 27,5 milhões. As produções por Estado são as seguintes: São Paulo com 3,2 milhões de sacas, Minas Gerais com 10,6 milhões, Paraná com 2,3 milhões, Espírito Santo com 4,1 milhões e outros Estados com 3,3 milhões de sacas. A safra total deve ficar em 18,550 milhões de sacas de arábica e 4,950 milhões de conillon.

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