Marcos Zanatta
De Maringá
Os pecuaristas da região Noroeste comemoram a ‘‘estabilização’’ do preço do boi gordo em um patamar ‘‘remunerador’’. Ontem, os mercados de Maringá e Paranavaí pagavam entre R$ 39,00 a R$ 40,00 a arroba.
Os dois principais motivos para a elevação de preços, explica o presidente da Sociadade Rural do Noroeste, Deusdete Ferreira de Cerqueira, foram a estiagem e por último a declaração do Paraná como área livre da febre aftosa.
‘‘Mas o pecuarista tem que se contentar com o preço que está para não sair no prejuízo’’, alerta.
Segundo Cerqueira a falta de pastagens reduziu a oferta de animais a ponto de abate. Depois foi a portaria do Ministério da Agricultura, que declarando o Paraná livre da aftosa impede a entrada de animais do Mato Grosso do Sul, que tem o maior rebanho do país.
‘‘Alguns frigoríficos estão trabalhando com ociosidade que chega a 50% por falta de boi’’, revela. A cotação, favorável para o pecuarista, deve se manter pelo menos até fevereiro na opinião do dirigente rural.
A preocupação é que o preço continue em alta, afetando o consumo e derrubando ‘‘mais uma vez’’ a cotação. ‘‘Se continuar subindo o consumo despenca e o preço pago pela arroba vai junto’’, alerta Cerqueira.
Para o diretor do núcleo da Secretaria da Agricultura em Maringá, João Carvalho Pinto, o mercado tende a se estabilizar a curto prazo. Ele lembra que a cotação alcançou um patamar bom para os criadores, e o consumo está novamente estabilizado. Carvalho aposta na ampliação das exportações em no máximo dois meses, abrindo mercado também para os sub-produtos, e sem afetar o abastecimento interno.
Reposição O aquecimento do preço do boi gordo puxou os preços também do gado de reposição. Bezerros desmamados, bois magros e produtos de cruzamento industrial iniciam a semana com alta. Em algumas regiões do Estado de São Paulo preço da vaca encosta no preço do boi. Veja na coluna de mercado.