Nova York - Os contratos futuros de petróleo fecharam em queda de US$ 4 o barril ontem, com os traders se livrando de posições em commodities antes de encerrarem os livros do primeiro trimestre. Os observadores estão divididos quanto ao significado da onda de vendas, com alguns afirmando que não reflete mais do que uma realização de lucro de fim de trimestre, enquanto outros apontam a desaceleração da economia dos EUA e a consequente queda na demanda como razão para o forte declínio.
Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo leve para entrega em maio terminou em queda de US$ 4,04, ou 3,83%, em US$ 101,59 o barril. No mercado eletrônico ICE, o barril do Brent para maio fechou em queda de US$ 3,47, ou 3,34%, em US$ 100,30 o barril. A queda dos futuros do petróleo na Nymex foi a maior em termos de dólares desde 19 de março, quando os preços cederam US$ 4,94 o barril num dia. ''Este é o novo mercado: oscilações drásticas surgem do nada aparentemente sem razão'', comentou Scott Meyers, analista da corretora Pioneer Futures em Nova York.
Apontando o fim do primeiro trimestre como motivo, o analista Stephen Schork, editor da newsletter sobre mercado de energia Schork Report, de Villanova, Pensilvânia, buscou minimizar o significado da queda no preço, apesar de sua severidade. Ele disse que boa parte do movimento se deveu ao fato de corretores estarem buscando criar resultados atraentes de fim do trimestre, no chamado ''window dressing'', ou embelezamento de vitrine.
Com a economia falhando e a demanda por petróleo desacelerando nos EUA, maior consumidor de energia do mundo, outros analistas disseram que a queda de ontem sinaliza um recuo de prazo mais longo a partir das recentes máximas históricas dos preços. O petróleo na Nymex atingiu o recorde intraday de US$ 111,80 o barril no dia 17 de março. ''Os preços da energia serão severamente atingidos pela contração da economia'', disse Walter Zimmermann da corretora ICAP/United Energy, de Nova Jersey.

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