São Paulo - O preço do petróleo em Nova York fechou ontem acima dos US$ 133 o barril, batendo novo recorde de preço. Além dos motivos que já vêm trazendo uma escalada dos preços da commodity -como o enfraquecimento do dólar e tensões geopolíticas em países produtores-, a notícia da forte queda nas reservas semanais de petróleo trouxeram ainda mais nervosismo ao mercado.
Na Nymex (New York Mercantile Exchange), o preço do barril de WTI para entrega em julho (novo mês de referência) subiu 3,25% e ficou em US$ 133,17. O pregão também marcou o novo recorde histórico para a commodity, quando atingiu US$ 133,38.
O Departamento de Energia dos EUA divulgou ontem seu relatório de estoques, que mostrou que as reservas americanas caíram em 5,4 milhões de barris na semana passada, ficando em 320,4 milhões de barris. O dado frustrou as expectativas dos analistas, que esperavam um aumento de ao menos um milhão de barris no período.
O dólar continua perdendo terreno diante de outras moedas, como o euro e o iene. Com o dólar mais barato em relação a outras moedas, o barril (que é negociado em dólar) fica mais barato e acessível a mais consumidores -o que aumenta a pressão da demanda.
Nem mesmo a divulgação do aumento da produção em 300 mil barris diários feito pela Arábia Saudita na semana passada trouxe alívio para o mercado, preocupado com o descolamento entre oferta e demanda puxado pela alta do consumo entre os países emergentes.

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