São Paulo Os preços do petróleo desabaram ontem mais 5,1% ainda por conta do aumento dos estoques de petróleo e de derivados nos Estados Unidos. Em apenas dois dias de negociações em Nova York, o petróleo saiu da casa de US$ 49,13 para os US$ 43,15 o barril, no fechamento de ontem. É a maior queda vista em dois dias desde o fim da Guerra do Golfo.
Em Londres, o barril do tipo brent chegou a ser negociado abaixo de US$ 40, mas acabou encerrando o dia a US$ 40,10.
Durante a sessão de ontem, o barril chegou a registrar o pico de baixa de US$ 42,55. As Bolsas americanas recuperaram o ânimo desde anteontem por conta do arrefecimento nos preços.
O preço vinha se mantendo perto dos US$ 50 devido ao temor de que viesse a ocorrer uma escassez de derivados de petróleo nos EUA, principalmente de combustível para aquecedores, crucial para enfrentar o inverno no hemisfério Norte.
Segundo o relatório, o total de petróleo estocado no país é de 293,3 milhões de barris, depois da divulgação de um aumento de 900 mil barris na semana passada. Já os barris de destilados hoje estocados nos EUA são 117,9 milhões aumento de 2,3 milhões de barris na semana passada em relação aos níveis da semana anterior. Apesar de ainda estarem cerca de 13% abaixo dos níveis de 2003 para esta época do ano, a retomada das atividades das refinarias no golfo do México espalhou otimismo entre os investidores. As refinarias da região tiveram suas operações interrompidas em setembro devido à passagem do furacão Ivan no sul dos EUA, o que causou queda na produção de destilados e iniciou o ciclo do temor de escassez.
Em outubro, esse temor chegou a fazer o preço disparar, chegando à marca recorde de US$ 55,67 maior valor desde que o petróleo passou a ser negociado em Nova York.

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