Nova York- Os contratos futuros de petróleo dispararam ontem devido às ameaças de mais violência na Nigéria e às previsões de demanda maior pela commodity. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de petróleo para agosto encerrou com alta de US$ 5,60 (+4,12%), em US$ 141,65; em Londres, o barril do tipo Brent para agosto subiu US$ 5,45, para US$ 142,03.
Após registrar perdas expressivas no início da semana, o preço do petróleo voltou a subir ontem devido ao fim de um cessar-fogo na região do Delta do Níger, na Nigéria, e aos testes com mísseis realizados pelo Irã. Boa parte da alta na sessão ocorreu perto do horário de fechamento; provavelmente, alguns corretores tiraram vantagem do fraco volume negociado ao longo do dia e do crescente entendimento de que o declínio visto no início da semana foi exagerado. ''O mercado parou em níveis de sustentação por dois dias. Quando o volume negociado secou, os contratos futuros dispararam'', disse Dean Hazelcorn, corretor da Coquest Inc.
Enquanto rebeldes declaram fim de cessar-fogo na Nigéria e têm ativos britânicos no país como alvo, o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, pediu apoio do governo nigeriano em um esforço contra os combatentes do Delta do Níger. Ataques constantes reduziram a produção na Nigéria entre 600 mil barris diários e 1 milhão de barris diários no mês passado.
Os contratos de óleo de aquecimento subiram ainda mais que os de petróleo, pois a instabilidade na Nigéria afeta de modo mais direto refinarias que tentam ampliar a produção de óleo de aquecimento e combustível (produtos mais rentáveis que a gasolina).
O contrato de óleo de aquecimento para agosto subiu 4,8%, para US$ 4,0374 por galão. ''As pessoas têm procurado destilados de grau médio e se há problemas na Nigéria, não restam muitas alternativas'', explicou Ehsan Ul-Haq, chefe de pesquisa da consultoria JBC Energy.
De volta ao petróleo, a commodity também subiu hoje porque a Agência Internacional de Energia (AIE) elevou a previsão de crescimento da demanda por petróleo em 2008 em 90 mil barris diários. Em 2009, a demanda deve ser de 87,7 milhões de barris por dia, um crescimento de 860 mil barris por dia em relação a 2008.

mockup