SÃO PAULO - O preço do café arábica disparou ontem Bolsa de Nova York. O mercado quebrou a resistência de 201 cents a libra-peso e fechou, após registrar alta superior a 2 mil pontos, em 208,05 cents, valorização de 8,13% (1.565 pontos) para maio, o contrato spot. Julho subiu 6,10% (1.065 pontos), para 185,30 cents.
A alta do pregão foi atribuída à divulgação do número dos estoques americanos, calculados pela Green Coffee Association (Associação do Café Verde). Os investidores, que chegaram a prever aumento de 500 mil a 1 milhão de sacas, revisaram a projeção para 300 mil sacas e tiveram de assimilar o número de apenas 111 mil sacas. O presidente da Associação Brasileira de Exportadores de Café, Jorge Esteve, nota que a valorização foi maior para maio, o próximo vencimento, ‘‘o que caracteriza a escassez atual da variedade arábica’’.
O presidente do Centro de Comércio do Café de Vitória (ES), Sérgio Tristão, compartilha da sensação de que ‘‘os torrefadores no Exterior precisam comprar mais café para o bimestre maio-junho’’. Ocorre que essa época marca o auge da entressafra no Brasil, que estará no início da colheita da nova safra, e não há produto disponível na Colômbia e na América Central.
Em Londres, que negocia basicamente a variedade robusta (menos valorizada), também houve alta. Maio subiu 2,03% (US$ 32), para US$ 1.610 a tonelada. Julho avançou 2,19% (US$ 35), para US$ 1.630.

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