Preço do alumínio pode reagir
Durante o verão, o volume arrecadado de latinhas costuma ser 30% maior em relação aos outros períodos do ano, devido a alta no consumo de bebidas. Com a crise financeira, o mercado não sentiu retração na quantidade do material recolhido, ao contrário da bolsa de metais que registrou baixa de 45% nos preços do alumínio. A queda do poder aquisitivo do catador, além de passar pelo mercado internacional, também traz reflexos dos prejuízos da indústria siderúrgica nacional, usuária de 40% das latas; além da interrupção das atividades da indústria automobilística.
De acordo com a Aleris Reciclagem, empresa multinacional que recicla 80% do alumínio do Brasil, os preços podem recuperar um certo fôlego dentro de três meses. A recicladora coleta em Curitiba cerca de 3 mil toneladas ao ano, o que corrresponde a 7% da coleta nacional. A empresa não libera os valores de tabela, mas afirma que eles flutuam de acordo com a quantidade oferecida e que compra qualquer volume.
O Brasil recicla 97% das latinhas. Segundo informações do Sindicato das Empresas de Sucata de Ferro e Aço, a reciclagem, como um todo, emprega nada menos do que 1,7 milhão de pessoas.
Cada brasileiro consome em média 54 latinhas por ano, volume bem inferior ao norte-americano, que é de 375. Além de reduzir o lixo que vai para os aterros a reciclagem desse material proporciona significativo ganho energético. Uma latinha reciclada deixa de utilizar energia suficiente para o funcionamento de um televisor por quatro horas, segundo a Aleris. (C.P.)





