Preço deve subir mais, prevê Sociedade Rural
Marcos Zanatta
De Maringá
Na região de Maringá e Paranavaí, a arroba alcançou ontem a média de R$ 38,00 para 30 dias, e o valor divide a opinião de pecuaristas e frigoríficos. O pecuarista Deusdete Ferreira, presidente da Sociedade Rural de Paranavaí, diz que a pressão nos presos é causada pela entressafra, com agravante da seca. Mas os preços não estão altos, diz. Ele compara que a arroba está na proporção de US$ 19, quando já chegou a US$ 23. Ferreira acha que o preço se mantém nos níveis atuais até o final do ano, pressionados pelo crescimento do consumo. Depois de janeiro deve cair, prevê.
Para os compradores dos frigoríficos a realidade é outra. O responsável pela compra de animais para dois frigoríficos de Maringá, que pediu para não ser identificado, disse que os preços estão no nível máximo. A cotação chegou onde está, segundo ele, por falta de animais prontos para abate depois de um período de seca. Com a recuperação dos pastos, a partir de dezembro, a expectativa do setor é de um recuo na cotação. Os dois entrevistados concordam que os valores praticados em São Paulo está acima da média, mas não acreditam que passe dos R$ 41,00 alcançados ontem. Eles dizem que o Estado vizinho tem um consumo maior e um frete mais baixo para a colocação da carne a nível de consumidor.





