Preço de roupa de frio este ano é menor
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terça-feira, 22 de abril de 1997
Cláudia Lopes 
Marcos BorgesEstação de vendasApesar da temperatura ainda amena, as roupas de frio já decoram as vitrines em Londrina e estão atraindo os consumidoresOs artigos de vestuário para o outono e inverno já decoram as vitrines das lojas de Londrina. Apesar da temperatura ainda lembrar o verão, muita gente já começou a preparar o guarda-roupa para enfrentar a queda de temperatura e vai às compras à procura da moda para a nova estação. Consumidores e lojistas ouvidos pela Folha concordam que os preços dos produtos, este ano, estão mais baixos do que em 1996.
Sílvia Mendes se julga uma consumidora prevenida. Na semana passada, ela comprou três blazers e duas calças de inverno. Foi difícil experimentar as roupas por causa do calor, mas quero estar bem vestida quando o frio chegar, argumenta. Ela diz que as mercadorias estão mais em conta neste ano.
Antonio Sampaio de Andrade, gerente de uma loja de departamentos no centro de Londrina, calcula que 60% das vendas de sua loja têm sido de artigos de outono/inverno. Ele começou a vender roupas de frio no início do mês. Nos últimos dias, recebemos 15 mil peças de outono/inverno. A partir de maio não teremos mais nada de verão na loja.
O faturamento da loja cresceu 14% depois da entrada dos produtos de inverno, segundo Andrade. Queremos fechar este mês com um crescimento de 22% no faturamento em relação ao mês passado. Se isso acontecer, representará um aumento de 30% nas vendas, diz o gerente.
Os preços das roupas caíram entre 8% e 10% em comparação ao mesmo período do ano passado, segundo ele. As indústrias brasileiras estão mais competitivas. Os preços dos produtos nacionais estão nivelados com os dos importados. Até o ano passado, os preços dos nacionais eram superiores, diz.
Segundo Maristela Brunetti, que é proprietária de uma loja no centro da cidade, os preços das roupas caíram 10% em relação ao inverno passado. Um blazer que em 1996 era vendido entre R$ 90 e R$ 95 custa hoje R$ 83,80, ela exemplifica. A lojista diz que mudou o seu sistema de compras e agora só trabalha com pronta-entrega.
Antes, tinha que parcelar a compra em muitas vezes, pagando juros muito altos, conta Maristela. Com o giro, também posso trabalhar mais com roupas da moda. As mais vendidas neste ano são as de falso chamois, um tecido novo criado pelos coreanos.
Estou vendendo cerca de cinco peças de inverno por dia, diz Inês Goubett, também lojista instalada no centro de Londrina. Desde o início do mês, ela diz que não trabalha mais com roupas de verão. Inês promete queimar seu estoque de roupas de frio mais cedo neste ano - a partir da segunda quinzena de junho.


