Preço de ovos de Páscoa deve subir 10%
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2005
Andréa Bordinhão<br>Equipe da Folha 
São Paulo A produção industrial de chocolates para a Páscoa de 2005 cresceu, em média, 5% em relação ao ano passado. Enquanto em 2004 a produção da indústria de chocolate brasileira foi de 18 mil toneladas no ano passado, em 2005 essa quantidade passou para 19,4 mil. O lucro das indústrias cresceu nessa mesma média. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab), o faturamento da indústria de chocolate passou de R$ 505 milhões na Páscoa de 2004 para R$ 535 milhões este ano. E a expectativa das indústrias, apostando na recuperação que a economia do País tem desmonstrado, é que esse crescimento permaneça durante todo o ano.
Em 2005 as indústrias apostam que os ovos de tamanho médio, de até 300 gramas, com preço médio de R$ 13,00 sejam os mais procurados. O preço dos ovos em geral, segundo a Abicab, vai subir 10% em relação ao ano passado. Em 2004, o grande volume de vendas foi os ovos menores, de até 200 gramas. Porém, o vice-presidente da área de chocolates da Abicab, Antonio Salgado, lembrou que no ano passado também houve uma alta de 100% na produção de ovos com mais de 500 gramas. O gerente de produtos da indústria Arcor, Carlor Speltri, aposta, com base no perfil de boa parte dos consumidores, em ovos médios e pequenos, que têm preços mais competitivos. ''Essa é uma forma de ter mais giro e uma devolução menor'', garante.
A produção das grandes indústrias para este ano, como a Lacta, Nestlé e Garoto, giram na mesma média anunciada pela Abicab. Porém, algumas indústrias menores apostaram no crescimento da economia e aumentaram ainda mais a produção para 2004. Esse é o caso da própria Arcor, que diz ter produzido 15% a mais em 2005, da Kopenhagen, que aumentou o número de pontos de vendas e por isso incrementou a produção em 28% e da Cacau Show, que aumentou em 30% sua produção também porque abriu novas franquias. As duas últimas indústrias trabalham com produtos mais caros, que podem chegar até a R$ 1,2 mil, mas mesmo assim estão apostando no alta das vendas.
Segundo a Abicab, este ano as indústrias estão apresentando 110 lançamentos. Um dos principais nichos que as indústrias apostaram foi o infantil com várias novidades e também o incremento dos produtos com mais tipos de brinquedos. Na Nestlé, por exemplo, os produtos infantis representam 30% da produção. Na Garoto, 20%. ''A criança hoje tem poder de decisão'', comentou a gerente de produtos da Garoto, Mariana Perota. E os temas são os mais variados, como personagens de desenhos animados, brinquedos curiosos e até um kit para a criança confeccionar sua própria bolacha, como traz a Lacta.
* A repórter participou da coletiva a convite da Kraft Foods


