Preço de laticínios já tem queda
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 10 de setembro de 2007
Alessandra Saraiva<br>Agência Estado 
Rio de Janeiro - A aceleração de preços no grupo Alimentação (de 0,99% para 1,09%) levou à taxa maior do IPC-S, que subiu 0,49% até a semana encerrada em 7 de setembro, ante aumento de 0,42% apurado no índice de até 31 de agosto. A informação partiu do economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV), André Braz. Segundo ele, houve queda de preços mais fraca em frutas e alta mais intensa de preços em arroz e feijão.
O economista informou que os preços dos alimentos poderiam ter subido mais, não fosse as desacelerações de preços em laticínios (de 5,38% para 4,14%) e carnes bovinas (de 2,93% para 2,36%). ''Se os preços dos alimentos tivessem com alta mais intensa, o IPC-S também teria subido mais'', disse.
Ele explicou que os preços de frutas têm comportamento volátil e depende do clima. Por isso, as mudanças de patamar na inflação desse segmento são mais frequentes. Porém, no caso de arroz e feijão, o economista admitiu que o aumento mais intenso de preços foi ocasionado de repasse, da recente alta de preços dos grãos no atacado para o varejo.
No caso dos laticínios, Braz observou que houve o enfraquecimento no aumento de preços do leite (de 5,15% para 2,47%). O economista afirmou que o preço do leite, em disparada durante todo o ano de 2007 (acumulando alta de cerca de 50% no ano), já começa a dar sinais de arrefecimento. ''Eu espero que já na próxima apuração (do IPC-S) algumas capitais mostrem queda no preço do leite'', disse.


