Preço de frutas exóticas inibe consumo
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sábado, 23 de julho de 2005
Fernanda Mazzini<br>Reportagem Local 
Mangostin, rambotan, figo-da-índia, nêspera, abiu... Estes nomes podem soar estranhos em um primeiro momento, mas já são conhecidos pelos londrinenses. A maior parte destas frutas não são produzidas no Paraná, vêm das regiões Norte ou do Nordeste, e têm um preço bem superior ao das frutas consideradas comuns e que já caíram no gosto popular. Por enquanto, o consumo desses produtos exóticos se restringe a uma pequena parcela da população que se dispõe a pagar pelo seu custo.
Essas frutas não são populares porque estão longe das gôndolas dos supermercados, dos sacolões e das bancas das feiras livres. A maioria dos produtos citados acima é encontrado apenas no Mercado Municipal Shangri-lá. E como o seu consumo é pequeno, o seu preço também tende a ser maior. É esse o caso do figo-da-índia. Em Londrina, a bandeja com quatro frutas pode ser comprada por R$ 14,50. Os frutos podem variar da coloração verde-amarelado ao laranja e até ao roxo. Em sua casca, há pequenos espinhos.
No Paraná, o figo-da-índia é produzido apenas em meio hectare no município de Ribeirão Claro (24 km ao leste de Jacarezinho). No ano passado, foram colhidos 3 toneladas do fruto. Rico em vitaminas (principalmente C e A), cálcio e magnésio, o figo-da-índia, uma espécie de cacto da família da figueira-da-índia, é muito valorizado na medicina natural. Ele é recomendado na prevenção de asma, tosse, vermes, problemas na próstata e dores reumáticas.
De origem asiática, O mangostin consumido em Londrina é produzido na Bahia e no Rio Grande do Norte. No mercado internacional, o fruto consegue alcançar um dos mais altos preços por unidade. Na cidade, o seu preço varia entre R$ 4 e R$ 4,50 cada. O fruto não é grande e o seu tamanho pode ser comparado ao de uma maçã média. O mangostin é uma fruta de gomos e a sua casca tem coloração marrom. Para consumir, o segredo é tirar a casca com uma faca, para que o tanino não se misture à polpa essa substância pode deixar o fruto amarrento.
Já o abiu é uma fruta nativa da Amazônia, muito popular entre os consumidores locais. De tamanho pequeno, casca de cor amarelada, mas a polpa é de cor branca. O sabor traz semelhanças com o da jaca. Meio quilo do fruto está sendo vendido por R$ 5. A nêspera também tem cor amarelada e é chamada erroneamente de ameixa amarela ou ameixa japonesa. É uma fruta rica em vitamina C e sais minerais, como cálcio e fósforo. O quilo de nêspera é vendido por R$ 25.
Há ainda o rambotan, fruta de aspecto, sabor e tamanho semelhantes ao da lichia, por isso são consideradas ''parentes'', mas a sua casca - de coloração avermelhada - é espinhosa. A única diferença é que a polpa fica mais ''grudada'' ao caroço. Cada uma custa R$ 1,50.®MDNM¯


