Preço de brinquedos deve subir até 10%
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sexta-feira, 18 de maio de 2001
Agência Estado De São Paulo 
Os preços dos brinquedos devem subir entre 8% e 10%, anunciou ontem o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Brinquedos (Abrinq), Synésio Batista da Costa. Uma das principais razões para o reajuste de preços é o aumento dos custos provocados pela reorganização da produção em razão dos racionamentos de eletricidade. O repasse de custos para o preço final dos brinquedos deverá acontecer entre agosto e setembro, afirmou o empresário. O setor de brinquedos depende, hoje, de 92% de eletricidade proveniente do sistema.
O presidente da Abrinq, garantiu que o setor não vai deixar de cumprir seus contratos de exportação, que já somam US$ 30 milhões neste ano até agora, devendo chegar a US$ 45 milhões até o fim do ano.
Synésio Batista admitiu que pode até faltar brinquedo no País, mas as exportações serão realizadas. Estamos conquistando novos clientes, e não vamos perdê-los, ressaltou o empresário. Para se ter uma idéia do crescimento das vendas externas de brinquedo, no ano passado o setor exportou US$ 18 milhões. Para este ano, a projeção é de US$ 45 milhões.
Batista da Costa explicou que o setor está evitando qualquer tipo de catrastofismo. A estratégia para reduzir os prejuízos com o racionamento de eletricidade será transferir a produção de regiões onde falta energia para áreas onde não haverá racionamento, como o norte do País. De qualquer forma, essa adequação implica custos, na avaliação do empresário.
Batista Costa afirmou que o setor está propondo aos sindicatos de trabalhadores uma redução de 60% para 30% (conforme a lei) no adicional noturno. Dessa forma, as fábricas poderão adotar um terceiro turno de trabalho pela madrugada.
Estou otimista que os trabalhadores aceitem a proposta, afirmou Batista da Costa, destacando que o setor não pensa em demissões.


