Preço de alimentos estão em queda, aponta IPC
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terça-feira, 12 de agosto de 2008
Clarissa Mangueira e Francisco Carlos de Assis<br> Agência Estado 
São Paulo - A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) no município de São Paulo recuou de alta de 0,45% em julho para alta de 0,38% na primeira semana de agosto. O resultado ficou dentro das estimativas dos analistas ouvidos, que variavam de 0,36% a 0,41%. Este resultado é o mais baixo desde o fechamento de março, quando os preços subiram, em média, 0,31%.
O coordenador do índice, Antonio Evaldo Comune, revisou sua projeção de inflação para o mês de 0,60% para algo em torno de 0,50%. O viés de baixa, de acordo com o coordenador, justifica-se pelo fato de os alimentos continuarem determinando o ritmo da inflação.
Apresentaram alta de julho para a primeira leitura de agosto os grupos habitação (de -0,09% para 0,04%), transportes (de 0,32% para 0,37%) e saúde (de 0,56% para 0,57%). Recuaram os grupos alimentação (de 1,07% para 0,69%), despesas pessoais (de 1,19% para 0,95%) e educação (de 0,05% para 0,04%). Já o grupo vestuário acelerou a deflação de 0,03% para 0,15%.
A desaceleração no ritmo de alta dos preços tem sido determinada, basicamente, pela volta dos preços dos alimentos, que vinham pressionando o indicador desde o começo do ano. Neste início de mês, o grupo alimentação atingiu a sua menor taxa desde o fechamento de abril, quando os alimentos subiram 0,67%.
Os alimentos industrializados sofreram aumento de 0,42%, os derivados do leite subiram 0,23%, os panificados ficaram 2,78% mais caros - o quilo do pão francês foi reajustado em 0,25%. O segmento de cafés, achocolatados em pó e chás subiu 0,39%.
No caso dos semi-elaborados, com alta de 0,84%, os destaques foram os preços das carnes bovinas, com reajustes da ordem de 1,06%. Os cortes de carnes de segunda foram os que mais subiram. As carnes suínas tiveram aumento de 5,01% e as aves, em 5,15, com o frango registrando aumento de 5,37%. Os cereais fecharam em alta de 0,99%, puxada pelo aumento do milho (2,79%), pois o arroz e o feijão registraram reduções de preços de 1,53% e 0,23%, respectivamente.


