Curitiba O aumento no preços dos alimentos e dos combustíveis elevaram o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) para 2,95% no mês de novembro, em comparação com o mês anterior. Esse número superou o índice mais alto, de 2,10%, que foi registrado em julho de 2000. O IPC é calculado pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), que coleta preços de produtos consumidos por famílias de Curitiba que recebem de um a 40 salários mínimos.
Com o IPC registrado em novembro, o resultado acumulado este ano já atinge 10,33%. Nos últimos 12 meses, o IPC já totaliza índice de 11,04%. As expectativas do comportamento da inflação para o mês de dezembro ficam por conta do dólar, que teve novo repique, disse a coordenadora do IPC, Maria Luiza Veloso.
Ela lembra que já estão previstos para este mês em Curitiba, aumentos das tarifas de táxi, de água e esgoto e de excursões. A continuidade do aumento nos produtos alimentícios vai depender das oscilações do dólar e o limite que o consumidor vai impor, destacou.
No mês de novembro, o grupo que mais puxou o IPC foi o de alimentos e bebidas, que registrou aumento de 6,23%. Esse é o quarto mês consecutivo de elevação nos preços dos alimentos, disse a coordenadora do IPC no Ipardes. A técnica aponta a variação do mês de novembro como a maior do grupo, desde janeiro de 1999.
Subiram os preços de almoço e jantar (3,70%), açúcar refinado (40,10%), pão francês (9,27%), frango inteiro resfriado (19,17%), arroz (16,05%), café em pó (11,01%), tomate (36,57%) e leite pasteurizado (3,30%).
Depois dos alimentos, o grupo que mais registrou aumento de preços com influência no IPC foi o segmento de transporte e comunicação, que apresentou variação de 3,42%. O aumento foi puxado pelos preços do álcool combustível (25,08%), gasolina (9,34%), conserto de veículos (5,95%), tarifa de ônibus urbano (4,78%) e automóvel de passeio nacional zero km (1,88%).
Dos 339 produtos que têm seus preços coletados pelos técnicos do Ipardes, 263 tiveram aumento de preços, 30 ficaram com preços estáveis e 46 tiveram queda de preços. A queda mais expressiva no grupo foi do automóvel de passeio e utilitário usado, com redução de 0,71% nos preços.

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