Preço da Vale deve ser mantido
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sexta-feira, 24 de janeiro de 1997
Agência Estado 
Arquivo FolhaÀ vendaO ministro Antônio Kandir: Todas indicações mostram que o preço da Vale não deve mudar de forma significativa
BRASÍLIA - O governo deverá manter aproximadamente o mesmo preço de venda da Companhia Vale do Rio Doce, mesmo com a descoberta de novas jazidas de cobre e ouro na região de Carajás, no sul do Pará, disse ontem o ministro do Planejamento, Antônio Kandir. Todas as indicações até agora mostram que o preço não deverá mudar de forma significativa, disse o ministro. O preço mínimo que será exigido no leilão de privatização da estatal ainda precisa ser definido pelo Conselho Nacional de Desestatização (CND), que tem reunião marcada para 6 de fevereiro.
Para avaliar o potencial das novas jazidas e o efeito que elas podem ter no valor econômico e patrimonial da Vale, o governo contratou a empresa Mineral Resource Development Inc. (MRDI). A empresa deverá apresentar um relatório ao governo no início de fevereiro. Mas o ministro do Planejamento fez questão de demonstrar que considera a reavaliação do preço da Vale uma simples medida de precaução. Pedimos o relatório porque qualquer questão deve ser esclarecida de maneira inequívoca, principalmente em relação à privatização, disse.
Mesmo sem mudança significativa no preço de venda, Kandir acredita que o governo não estará perdendo recursos ao vender a companhia detentora dos direitos sobre uma área como Carajás, potencialmente lucrativa e ainda não explorada completamente. Ele lembrou que o modelo de privatização da Vale já prevê que o comprador fará pagamento posterior ao governo por novas descobertas na região.
O ministro disse que a nova data de privatização da Vale deverá ser definida na próxima reunião do CND. A reunião, prevista inicialmente para 29 de janeiro, foi adiada para que o Conselho já pudesse examinar o relatório da MRDI.


