Preço da vacina não diminui ânimo da campanha no Paraná
A campanha de vacinação contra febre aftosa iniciou com os preços da vacina em alta. Mas o produtor não deve deixar de vacinar seu rebanho dentro do prazo previsto, disse ontem o secretário da Agricultura e do Abastecimento, Antônio Poloni. A campanha, que vai de 1º a 20 de maio, foi lançada ontem, pelo governador Jaime Lerner que esteve na Fazenda Santa Cecília, em Piraquara, propriedade do criador Nelio Ribas Centa.
Poloni reconheceu que o custo da vacina está alto (entre R$ 0,70 a R$ 0,85) em função da desvalorização cambial. Mas assegurou que a venda das vacinas será fiscalizada com a intenção de impedir a prática de preços absurdos. O Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan) atribuiu o aumento de preços ao fim dos estoques que ficaram encalhados na campanha de 1997.
Apesar disso, Poloni lembrou que o produtor precisa se empenhar e vacinar todo o rebanho porque essa é a campanha mais importante da década. Isso porque ela antecede a sorologia que será feita entre julho e agosto, caminho indispensável para abrir as portas da exportação de carnes.
O Paraná exporta atualmente 20 mil toneladas de carne bovina e 13 mil toneladas de carne suína e fatura com isso US$ 38 milhões. Se o Estado conseguir erradicar a febre aftosa, poderá exportar imediatamente 100 mil toneladas de carne bovina, elevando o faturamento para US$ 260 milhões e 100 mil toneladas de carne suína, que corresponde a um faturamento de US$ 108 milhões.
O presidente do Sindan, Nelson Antunes contou que o impacto no preço das vacinas, esse ano, vem sendo causado pelo fim dos estoques das vacinas fabricadas em 1997 e que foram comercializadas em 1998. Na campanha de 97 foram colocadas no mercado 250 milhões de doses à pedido do ministério da Agricultura e só foram vendidas 215 milhões. A sobra foi comercializada na campanha do ano passado. Como as doses estavam próximas do prazo de vencimento os laboratorios baixaram o preço e comercializaram o produto entre R$ 0,30 e R$ 0,35 a dose.
Ocorre que esse estoque acabou e as vacinas fabricadas para a campanha desse ano voltaram no mercado com os preços históricos, que inclusive foram praticados na campanha de 1997. Segundo Antunes os preços das vacinas nos laboratórios estão variando entre R$ 0,50 e R$ 0,55 a dose. Mas os laboratórios não podem fazer a venda direta.
Antunes disse que a intenção dos laboratórios era vender a vacina por US$ 0,40 a dose. Mas à pedido das entidades de produtores, recuaram e estão vendendo o produto entre R$ 0,55 a R$ 0,60 a dose. Os preços de até R$ 0,85, conforme estão reclamando os produtores, estão sendo praticados pela revenda, frisou. O presidente do Sindam disse que as revendas conseguiram vender com boas margens de lucro na campanha passada e agora insistem em manter essas margens altas. Antunes informou ainda que para essa campanha foram fabricadas 260 milhões de doses e que as vendas estão 10% acima das vendas ocorridas no ano passado, entre os meses de janeiro a abril.Foto DivulgaçãoApoio moralO governador Lerner participou ontem da abertura oficial da campanha contra aftosaVânia Casado





