AUMENTO NA BOMBA Preço da gasolina tem alta de até 12% Postos de Londrina estão vendendo o litro por R$ 1,19. Em Curitiba, preços variam de R$ 1,19 a R$ 1,45 Arquivo FolhaOSCILANDOFregonese, do Sindicombustíveis: ‘Preços se acomodam até amanh㒠Cláudia Lopes De Londrina O preço da gasolina subiu até 12% nos postos de Londrina. O Posto HP, que anteontem vendia o litro do produto por R$ 1,07, comercializou o combustível ontem por R$ 1,19. A Folha tentou contato com o gerente da empresa para esclarecer o índice adotado mas não obteve o retorno dos telefonemas. No Auto Posto Centro Cívico, o aumento foi de 9%, passando de R$ 1,09 para R$ 1,19. O proprietário do posto e diretor do Sindicombustíveis de Londrina, Valter Sasso, afirmou que somente repassou o índice da companhia distribuidora. A maioria dos postos pesquisados ontem pela Folha vendia o litro do combustível por R$ 1,19. Antes da alta, a média variava de R$ 1,07 a R$ 1,09. Em Curitiba, os preços variam de R$ 1,19 a R$ 1,45, segundo o presidente do Sindicombustíveis/Pr, Roberto Fregonese. ‘‘Ainda é cedo para saber os índices usados. Os preços estão oscilando muito mas devem sofrer uma acomodação até amanh㒒, disse Fregonese. Segundo ele, o Sindicombustíveis está coletando os índices de aumento de cada distribuidora a fim de divulgá-los à população. ‘‘Queremos um processo transparente. A alta recomendada pelo governo foi de 5%. Mas se as companhias aumentaram mais do que isso, os donos de postos não podem absorver a diferença’’. A recomendação de Fregonese é que os posteiros refaçam suas planilhas de custos e adotem um índice que não comprometa a rentabilidade. O mercado de Londrina é atípico, segundo ele. ‘‘Como a maioria dos postos trabalhava com preços promocionais, os aumentos podem ser maiores. O litro da gasolina não devia custar R$ 1,07 se, na refinaria, custava R$ 1,04. Ninguém sabe o que acontece em Londrina mas as autoridades não tomam nenhuma atitude’’, reclamou. Fregonese disse também não ter entendido o aumento do óleo diesel, que é tabelado, em 5,66%. ‘‘O próprio governo disse que um aumento acima de 5% seria injustificável’’. O Ministro das Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, declarou ontem, através de sua assessoria de imprensa, estar estudando formas legais de coibir os abusos nos aumentos da gasolina. A Folha tentou apurar os índices de aumentos adotados pelas distribuidoras mas não conseguiu. Os representantes das companhias não retornaram as ligações telefônicas.