Preço da gasolina reduz 5,51%
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segunda-feira, 02 de abril de 2001
Agências Folha e Estado De Brasíla e São Paulo 
O governo divulgou ontem os percentuais corretos da redução do preço da gasolina na refinaria e a expectativa de queda nos postos. A redução na refinaria ficou em 5,51%. Nos postos, o governo espera reduções que variam de 3,8% a 4,5%, dependendo da região do País.
Na quarta-feira passada o presidente Fernando Henrique Cardoso havia anunciado um número um pouco menor: 5,4% na refinaria. A redução da gasolina nesses locais entra em vigor na sexta-feira.
A tabela indica que as cidades do Rio de Janeiro e de Belo Horizonte terão o maior porcentual de redução do preço da gasolina: 4,5%. Na capital fluminense, o preço médio deve diminuir R$ 0,072 na bomba, ficando em R$ 1,536 (com impostos) nas revendas. Em Belo Horizonte, o preço do litro da gasolina ficará R$ 0,069 mais barato, passando a custar em média R$ 1,463 na revenda.
A gasolina terá o maior preço em Rio Branco (AC), segundo tabela, passando a custar R$ 1,729. A redução na capital acreana é de R$ 0,071, ou seja, 3,9% em relação ao preço praticado atualmente. Os técnicos do governo explicaram que como não há tabelamento nas revendas, é possível que haja diferença de preços entre os postos numa mesma cidade.
A diferença de preço entre os Estados, segundo explicações dos técnicos, deve-se ao fato de que os impostos locais são diferentes entre as cidades e os custos com o transporte também impedem que ocorra uma unificação de preços. O ministro da Fazenda, Pedro Malan, ressaltou que na bomba a redução vai depender do grau de competição entre os postos em cada lugar.
Pela regra em vigor, o preço da gasolina nos postos é liberado. O repasse para o consumidor, portanto, depende de distribuidoras e revendedores. Novos ajustes no preço dos combustíveis serão feitos em julho e setembro.
O ajuste do preço dos combustíveis obedece uma fórmula divulgada em novembro do ano passado pela equipe econômica. Do dia 2 de janeiro ao dia 30 de março, os técnicos fizeram o acompanhamento do preço do barril do petróleo e a variação do dólar comercial. A fórmula levou em conta a variação num período de 70 dias do dólar e do petróleo.
O governo decidiu também não reduzir o preço do gás de cozinha (GLP) na refinaria. Pela fórmula de reajustes trimestrais, a redução do preço do combustível só é obrigatória para os derivados que não têm subsídio. Como o GLP é subsidiado, o governo pode não reduzir o seu preço.
Ontem o preço do querosene de aviação subiu 2,6%. O aumento é o segundo de uma série de três parcelas, referentes ao fim do subsídio a esse derivado. Até agora, o combustível dos aviões que fazem vôos domésticos já subiu 3,2%.
A expectativa do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (SNEA) é que após a incidência da última parcela do aumento os custos com combustível tenham subido de 10% a 11%.
De acordo com o sindicato, os custos com combustível representam aproximadamente 20% dos custos das empresas do setor (atrás de gastos com câmbio e pessoal). As passagens aéreas só podem subir a partir de junho, quando o governo autoriza o aumento.


