Curitiba - A partir de hoje, a mistura de álcool anidro na gasolina aumenta de 23% para 25%. O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Derivados de Petróleo do Paraná (Sindicombustíveis-PR), Roberto Fregonese, acredita que, com o aumento do percentual de álcool, o preço da gasolina caia até R$ 0,03 por litro para o consumidor final. Ele disse que a queda do preço está condicionada ao valor que as distribuidoras vão repassar para os donos de postos. ''Temos que aguardar para ver o que as distribuidoras e os usineiros vão fazer'', disse.
Hoje, o preço médio do litro da gasolina praticado em Curitiba é R$ 2,25 mas, dependendo do posto, o preço varia de R$ 2,15 a R$ 2,49. A margem média de lucro dos postos está em R$ 0,16 e o preço médio na distribuidora em R$ 2,09. O preço médio da gasolina teve uma redução significativa em Curitiba. No começo do mês de junho custava R$ 2,33. A margem de lucro média dos postos também era mais alta e estava no patamar de R$ R$ 0,21. Os dados fazem parte da pesquisa semanal de preço realizada pela Agência Nacional de Petróleo (ANP).
Em Londrina, o preço médio da gasolina é R$ 2,45. No entanto, o produto pode ser encontrado pelo consumidor de R$ 2,39 a R$ 2,49. A margem de lucro média dos postos está em R$ 0,30 e o preço médio praticado pelas distribuidoras em R$ 2,14. No começo de junho, a gasolina custava, em média, R$ 2,47 em Londrina.
Fregonese acredita que o impacto do aumento da mistura do álcool anidro na gasolina não será percebido já em um primeiro momento. Hoje, os preços da gasolina e do álcool estão em um patamar baixo em Curitiba. Ele acredita que estes valores não devam se manter por muito tempo porque em julho acontece o final da moagem da safra de cana-de-açúcar. Hoje, o preço médio do álcool em Curitiba é R$ 1,23 e, em Londrina, R$ 1,43.
O presidente do Sindicombustíveis lembrou que, com o aumento da mistura de álcool anidro na gasolina, será diminuída em 2 bilhões de litros a oferta de álcool no mercado neste ano. Para 2007, a produção de álcool deve ser de 20 bilhões de litros, deste total, 8 bilhões serão misturados na gasolina e os outros 12 bilhões serão destinados para combustível em forma de álcool hidratado e também destinados para exportação.

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