Preço da gasolina pode cair para R$ 1,90
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quarta-feira, 07 de maio de 2003
Agência Estado 
Rio de Janeiro - O preço da gasolina deve voltar a cair em junho, com o aumento da mistura de álcool anidro em sua fórmula e com a revisão da base de cálculo para a cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), afirmam especialistas. A previsão é de que até a segunda quinzena de junho o preço médio apurado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) no País chegue a R$ 1,90, ou menos, ante os R$ 2,20 de hoje.
Isso porque, pelos valores atuais, o álcool anidro, cotado a R$ 0,98 o litro, tem custo inferior ao da gasolina na refinaria. Com a mistura passando de 20% para 25%, a previsão é de que haja queda no preço em torno de pelo menos R$ 0,04, ou 2% do valor total.
Técnicos do setor sucroalcooleiro acreditam, entretanto, que a entrada no mês de maio do pico da safra de cana-de-açúcar na região Centro-Sul deve reduzir o valor do litro do álcool em 5%. Se isso se confirmar, a queda na gasolina deve se ampliar em R$ 0,01 ou R$ 0,02.
Outro impacto previsto pelos especialistas do setor e que deve puxar o preço da gasolina para baixo, já a partir do dia 15 de maio, é a revisão da base de cálculo para a tributação do ICMS. Calculada pelo Conselho de Política Fazendária (Confaz) para 19 Estados, a base hoje é de R$ 2,30. O valor já estava superestimado em pelo menos R$ 0,10, considerando a média nacional constatada pela ANP. A nova base deve ser de R$ 2,10.
A expectativa é de que o Confaz se reúna novamente no dia 15 de junho. Aí, repassaria para a base de cálculo a queda de maio provocada pela sua própria revisão e pela adição maior de álcool, o que faria com que preço tivesse nova queda, em torno de R$ 0,05.
''As reduções demoram a chegar ao consumidor por inúmeros motivos. O primeiro é que os postos têm estoques antigos. O segundo é que as distribuidoras seguram alguns dias os preços para garantir sua margem antes de repassar a queda para a revenda. E, em terceiro, porque os Estados acabam lucrando ao arrecadar o ICMS por pelo menos 15 dias sobre uma margem superior à média de preços verificada no mercado'', afirmou o presidente da Federação Nacional dos Revendedores de Combustíveis (Fecombustíveis), Luiz Gil Siuffo Pereira.


