Preço da gasolina pode baixar de novo
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terça-feira, 01 de julho de 2003
Alan Maschio<br>Reportagem Local 
O Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis do Paraná (Sindicombustíveis) aposta em nova redução do preço da gasolina, em breve. Segundo Roberto Fregonese, presidente do sindicato, a queda na cotação do barril do petróleo no mercado internacional e a variação cambial devem levar o governo federal a anunciar mais uma baixa no preço dos derivados do petróleo.
O anúncio ocorre em uma hora de polêmica para o setor, que discute, em Londrina, a situação financeira dos postos de combustíveis. Em matéria publicada ontem pela Folha, alguns gerentes de postos da cidade reclamaram que a concorrência desenfreada pode levar alguns postos da cidade à falência, além de forçar as grandes distribuidoras à prática de dumping, abaixando os preços aquém do valor de mercado, somente para manter em pé as lojas que levam suas marcas.
Fregonese acha que a margem de lucro de cerca de R$ 0,10, conforme garantiram gerentes de alguns postos de Londrina, tornaria o negócio inviável. ''Isso não pode passar de especulação, pois com o volume de combustível (cada posto vende cerca de 112 mil litros por mês) que os postos comercializam na cidade, essa margem de lucro mal garantiria o pagamento dos impostos referentes aos funcionários dos postos'', diz. Para ele, a margem não poderia ser inferior a R$ 0,20/litro.
Uma possível explicação para margens de lucro tão pequenas, segundo Fregonese, seria a concorrência que, eventualmente, força os postos a amargarem alguns prejuízos. ''Mas são situações momentâneas. Até costumo dizer que quem quebra não é o posto, e sim seu dono'', afirma.
A venda de combustível adulterado ou sem procedência garantida seria outro fator que, segundo Fregonese, justificaria a venda de gasolina com supostos índices de lucros tão baixos. ''Como não costumo ver milagres desse tipo com frequência (venda com baixa margem de lucro) só posso acreditar que exista fraude.''
De acordo com informações da Coordenadoria Especial de Fiscalização da ANP, desde 1999, 11 postos de Londrina foram autuados por vender combustível adulterado. Desdes, três foram interditados. Na opinião do presidente do Sindicombustíveis, esses números seriam muito maiores se a fiscalização na cidade fosse mais intensiva. ''Londrina é um verdadeiro caso de polícia. Esses números seriam muito mais altos, se houvessem mais blitzes fiscais na cidade.''
Fregonesi diz ainda que o Ministério das Minas e Energia recomendou que os postos do Paraná comercializassem a gasolina a R$ 1,99, preço ligeiramente superior ao praticado em Londrina, com média de preços atualmente em R$ 1,92. No entanto, segundo informações do site da ANP, mesmo tendo apresentado a maior redução de preço no Brasil, em maio, a região Sul mantém a segunda maior média de preços do País, com R$ 2,195, atrás somente da região Norte, com média de R$ 2,235.


