Preço da gasolina no PR foi o menor em abril
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quinta-feira, 17 de maio de 2007
Flora Guedes<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O menor preço médio da gasolina praticado, em abril, foi no Paraná. Mês passado, o consumidor pagou pelo litro do combustível R$ 2,386, sendo o preço mínimo ofertado, no Estado, de R$ 2,149 e o máximo de R$ 2,850. Dentre os municípios paranaenses, Curitiba registrou o preço médio mais baixo que foi de R$ 2,358, seguido por municípios da Região Metropolitana, como Colombo, Pinhais e São José dos Pinhais.
Londrina, que teve 260 postos pesquisados, apresentou o preço médio de R$ 2,482. A gasolina mais barata, na cidade, custou R$ 2,390 e a mais cara foi comercializada por R$ 2,650. O município que praticou o preço médio mais alto foi Castro - R$ 2,624. Os dados foram divulgados na pesquisa sobre ''Tarifas Públicas e Preços Administrados e Monitorados'' elaborada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
O preço médio da gasolina caiu devido a queda da margem de lucro dos postos, que foi de 10%, embora as distribuidoras tenham aumentado o preço do combustível. Mesma observação feita para o álcool, que foi vendido no Paraná a R$ 1,652, a terceira menor tarifa do País, atrás apenas de São Paulo e Pernambuco. ''Geralmente a queda dos preços vem acompanhada da queda do consumo e se torna uma estratégia para vender mais. Outra possibilidade é a concorrência'', explica o economista do Dieese-PR Cid Corrêia Silva.
A pesquisa, encomendada pelo Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (Senge-PR), levantou a cesta dos preços administrados e monitorados em Curitiba, no mês de abril. O aumento mensal de 0,12% não foi muito significativo se comparado a variação acumulada nos últimos 12 meses, que apresentou queda de - 0,35%, tendência que vem ocorrendo desde janeiro deste ano. A variação também é inferior ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do Brasil.
''O custo dos serviços essenciais para a população, como energia e telefone, vem caindo, desde 2005. As tarifas públicas deixaram de ser o vilão dos preços e do orçamento familiar'', disse o presidente da Singe-PR, Ulisses Kaniak, lembrando que até 2004, as tarifas públicas sempre ficavam acima da inflação. De acordo com a pesquisa, os serviços públicos para uma família curitibana custaram, em abril, R$ 481,73, valor menor do que o praticado, no mesmo período de 2006, que foi de R$ 483,43.
A variação de 0,12% foi influenciada pelo aumento das tarifas dos Correios, no mês de março, e do transporte coletivo, já no finalzinho de abril. Segundo Kaniak, em maio, a previsão é que o transporte público aumente 4,74% gerando o maior impacto no gasto total do consumidor com tarifas públicas, que deve aumentar em 0,44%. ''A tendência é que a gasolina chegue a cair - 3,52%, em maio, o que vai amenizar o reajuste do transporte público'', justifica ele.


