Imagem ilustrativa da imagem Preço da gasolina em Londrina chega ao patamar da greve dos caminhoneiros
| Foto: Thomaz Silva/Agência Brasil



O preço médio da gasolina comum em Londrina está próximo de chegar ao patamar que estava na época da greve dos caminhoneiros, que terminou no dia 31 de maio. A diferença do valor daquela época para o atual é de apenas R$ 0,02.

Segundo levantamento do Procon (Núcleo Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor de Londrina), realizado no dia 12 de setembro e divulgado na tarde desta quinta-feira (13), o valor médio encontrado no litro da gasolina comum foi de R$ 4,52. O preço mínimo encontrado ontem foi de R$ 4,27 e preço máximo de R$ 4,89. Ao todo foram consultados 83 estabelecimentos comerciais.

No dia 6 de junho, uma semana após o fim da paralisação, o Procon informou que a gasolina comum podia ser encontrada de R$ 4,27 a R$ 4,79 - média de R$ 4,54. A pesquisa na época foi realizada em 80 postos do município. O preço máximo encontrado nesta semana ultrapassa ao valor praticado em algumas bombas da cidade na semana seguinte a greve dos caminhoneiros.

Em nota, o Sindicombustíveis (Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis, derivados de Petróleo, Gás Natural, Biocombustíveis e Lojas de Conveniência do Estado do Paraná) considera "um absurdo" a alta dos combustíveis. "Esta política de preços adotada pela Petrobras é completamente equivocada e desconectada com a realidade econômica brasileira e os interesses da sociedade como um todo", diz o documento. "Somente em agosto de 2018, a Petrobras realizou aumentos da gasolina nas refinarias que somam 8,37%. Desde o início de setembro até hoje, a Petrobras já aumentou o preço da gasolina em mais 4,24%. Ou seja, de agosto até a presente data, a estatal petrolífera aumentou os preços nas refinarias em 12,61%".

O Sindicombustíveis considera que "todos estes aumentos prejudicam muito a recuperação econômica do país, pressionam a inflação e são negativos para consumidores e também para os revendedores de combustíveis", diz. O sindicato informa que os postos compram combustíveis das distribuidoras, que repassam os aumentos nas refinarias com agilidade, enquanto demoram mais para repassar as baixas.

O coordenador Procon, Gustavo Richa, confirma que "houve um aumento nas reclamações em relação ao aumento de preços de combustíveis ultimamente". Richa explica que o Procon pode atuar apenas quando for detectado um aumento injustificável. "Se houver algum aumento acima do anunciado pela Petrobras, aí podemos multar". As denúncias podem ser feitas pelo telefone 151, pelo e-mail [email protected] ou pessoalmente na sede do Procon, que fica na Rua Mato Grosso, nº 299 - Centro.

Etanol

Quanto ao etanol, o preço mínimo encontrado pelo Procon no dia 6 de junho era R$ 2,69 e o máximo, R$ 3,39. Portanto, a média era de R$ 2,97. Ontem, o valor médio do litro foi de R$ 2,80 - o valor mínimo deste combustível foi R$ 2,49 e máximo R$ 3,09.

O coordenador do Procon ressaltou que chama a atenção o fato dos postos de Londrina aproveitarem o aumento praticado pela Petrobras nos combustíveis regulamentados por ela, gasolina e o diesel, para subir também o valor do etanol, que é comercializado diretamente entre a usina e posto de combustível. "O Brasil está em plena colheita da cana, então não vemos justificativa para esse aumento, além do que constatamos que os produtores priorizarão a produção de etanol, uma vez que os preços dos combustíveis derivados do petróleo estão em alta e a população tende a abastecer mais com etanol. Contudo, não adianta priorizar se em cada aumento do preço da gasolina, aumenta-se também o valor do etanol", diz Richa.

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