Preço da gasolina cai um pouco em Londrina
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sexta-feira, 22 de agosto de 2003
Betânia Rodrigues<br> Reportagem Local 
A concorrência é mais uma vez a justificativa para uma redução pequena no preço dos combustíveis em Londrina. Ontem, o litro da gasolina nos postos da cidade variava entre R$ 2,02 a R$ 2,05 uma diferença de R$ 0,02 em relação a semana passada. ''Essa é a única solução para disputar a clientela com postos mais bem localizados'', alegou Antonio Marques da Silva, proprietário do Posto Vitorino, na Vila Casone (área central).
Segundo pesquisa da Agência Nacional do Petróleo (ANP), divulgada no dia 16, o valor médio do litro da gasolina na cidade era de R$ 2,05 o mais alto dos 23 municípios relacionados. Na mesma pesquisa, Maringá estava na outra ponta com a gasolina mais barata: R$ 1,76 o preço médio do litro. No caso do álcool, o pódium negativo ficou com Francisco Beltrão que comercializava o litro do combustível a R$ 1,27, na média, enquanto em Campo Mourão era R$ 0,91.
''O pessoal nunca tá satisfeito'', opinou Thiago Santaella, proprietário do Posto Carajás II, em Londrina. Ele é um dos empresários que têm o combustível mais barato da cidade, mas nem por isso sente aumento no fluxo de clientes. De acordo com Luciano Almeida, frentista do Posto Quebec, o motorista tem reclamado muito e só compra se achar que vale a pena. Neste estabelecimento, o litro da gasolina ainda custa R$ 2,04 e o álcool R$ 1,14. ''A alteração na tabela depende muito da distribuidora'', diz o frentista.
Para Andrew Tsujiguchi, proprietário do Posto Shangri-la, a qualidade do produto e o gasto com os funcionários respaldam os preços altos. ''Todo comerciante tem que lucrar um pouco. Minha folha de pagamento é de R$ 32 mil. Se não ganhar de R$ 0,18 a R$ 0,20 por litro não consigo equilibrar as contas''.
Seja qual for a explicação, o motorista não entende porque existe tanta diferença de preço entre cidades tão próximas. O professor de inglês Joaquim Braga acredita que a resposta para a dúvida é o cartel. Ele diz que abastece no local que cobrar menos porque, na sua opinião, não há combustível puro.


