Preço da gasolina cai em várias cidades do PR
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 01 de fevereiro de 2006
Andréa Bertoldi<br>Equipe da Folha 
Curitiba A gasolina está mais barata para o consumidor de Curitiba na última semana. O produto que era vendido por R$ 2,39 e, em alguns postos por até R$ 2,49, hoje pode ser encontrado por R$ 2,29 em grande parte dos revendedores. Londrina também registrou uma pequena queda. A pesquisa semanal de preços realizada pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) mostrou que o valor médio do litro deste combustível teve uma redução de R$ 0,02 e caiu de R$ 2,47 para R$ 2,45 entre a terceira e quarta semana de janeiro.
O mesmo levantamento aponta que, entre as cidades pesquisadas pela ANP, Colombo ficou com o menor preço médio na última semana de janeiro (R$ 2,35), seguida de Curitiba (R$ 2,36) e de São José dos Pinhais (2,38). A cidade com preço mais alto foi Laranjeiras do Sul (R$ 2,63). Em Londrina, o valor cobrado é R$ 2,45.
''A briga é na ponta da revenda'', afirma o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Derivados de Petróleo do Paraná (Sindicombustíveis-PR), Roberto Fregonese. Ele explica que janeiro sempre tem um volume menor de veículos na Capital em função das férias. Com isso, os donos de postos não conseguem atingir o volume de vendas necessário. ''O que está acontecendo novamente é uma guerra de preços entre os revendedores'', esclarece. De acordo com ele, esta guerra estaria sendo motivada por diversas irregularidades que acontecem no mercado. ''São muitos os que sonegam e adulteram e acabam promovendo uma concorrência desleal com os empresários honestos do setor'', desabafa.
Fregonese lembra que a gasolina está custando para o revendedor entre R$ 2,18 e R$ 2,22 e é vendida por R$ 2,29. Segundo ele, os postos estão com uma margem bruta de R$ 0,09 em média, o que torna o negócio insustentável.
No caso do álcool, o custo médio para o revendedor é de R$ 1,62 a R$ 1,74 e, em alguns postos, o litro do produto está sendo vendido a R$ 1,69. Fregonese revela que está sob investigação a entrada de álcool sem origem no Estado através de uma distribuidora da região de Umuarama que pode estar sonegando ou adulterando produtos. A Receita Estadual foi procurada pela reportagem mas não tinha mais detalhes sobre o assunto.
O sindicalista diz que o preço praticado hoje em Curitiba é irreal e que pode voltar à normalidade a qualquer momento. Ele pretende cobrar mais rigor dos órgãos fiscalizadores.
Segundo Fregonese, a situação de guerra de preços é mais comum em Curitiba por ser o maior mercado (hoje com 600 postos na Capital e Região Metropolitana). Além disso, a concorrência é mais acirrada pelo fato de as distribuidoras terem base na Capital. Outro fator que contribui para a guerra entre os postos é a existência de muitos revendedores independentes. Em Londrina, os preços são um pouco superiores aos de Curitiba devido ao custo de transporte.


