Preço da gasolina cai em Londrina
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terça-feira, 18 de novembro de 2003
Alan Maschio<br> Reportagem Local 
Apesar da redução do preço da gasolina, registrada há duas semanas, Londrina continua a apresentar média de preços do combustível superior à da Região Sul, segundo o site da Agência Nacional de Petróleo (ANP). Os indicadores de setembro para a região apontam média de R$ 1,803, a segunda maior do País, atrás apenas da Região Norte, com média de R$ 1,818. Londrina vende sua gasolina para o consumidor pelo preço médio de R$ 1,93. Os preços praticados pelas distribuidoras foram usados como justificativas pelos gerentes de postos da cidade tanto para a baixa quanto para a manutenção dos valores.
A região central de Londrina concentra a maior parte dos postos com os menores preços oferecidos ao consumidor. Em sua maioria, a gasolina é vendida a R$ 1,87. O posto com preço mais baixo, localizado na Avenida Celso Garcia Cid, vende o combustível a R$ 1,86. Segundo o gerente Dirceu Antônio Faxin, a política de preços da distribuidora com a qual trabalha (Petrobras) permitiu a redução no valor, praticado há duas semanas. ''Compramos com pagamento antecipado. Assim ganhamos desconto'', explica. Segundo Faxin, a margem de lucro do posto é de R$ 0,12 por litro. Na cidade, os lucros variam entre R$ 0,07 e R$ 0,28 por litro de gasolina vendida.
Trabalhando com a mesma bandeira que o posto de Faxin, Adriana Nogueira, proprietária de um posto na Avenida Santos Dumont, admitiu não reduzir seus preços para tentar acompanhar a concorrência. No estabelecimento dela, a gasolina é vendida a R$ 2,07. ''Só abaixo quando a distribuidora também reduz.'' Conforme ela mesmo diz, sua decisão implica em redução de até 50% de diminuição nas vendas quandos os outros postos reduzem seus preços. ''Trabalho com planilha de custos e somente assim consigo pagar minhas contas.''
O gerente de outro posto da Avenida Celso Garcia Cid, Eduardo Dias, não acredita que os postos com margem mais reduzida de lucro consigam manter sua saúde financeira por muito tempo. As adaptações exigidas pelo governo federal referentes à proteção ambiental justificariam, para Dias, o preço do gasolina em seu posto: R$ 2,09, o mais alto da cidade. ''Temos esse preço porque estamos adiantando os investimentos necessários às adaptações às novas leis'', diz.
Segundo o presidente do Sindicato das Distribuidoras de Combustíveis do Paraná, Roberto Fregonese, a atuação da Receita Federal deve promover, em breve, alta dos combustíveis em Londrina, assim como aconteceu em Maringá. A cidade vizinha, usada como referência de preço baixo da gasolina até há poucos meses, teve 88 postos com bombas lacradas pela Receita. A medida impede a venda de combustíveis adulterados ou sem nota fiscal e no primeiro mês de funcionamento aumentou a arrecadação de ICMS do setor em R$ 900 mil. ''Toda a região de Londrina sofre com sonegação de impostos e combustíveis adulterados. Quando a Receita lacrar as bombas da cidade, o processo deve se repetir como aconteceu em Maringá'', afirmou Fregonese, que acredita em estabilização dos preços em até R$ 2,10 para a gasolina.


