A briga pela preferência dos clientes derrubou o preço dos combustíveis em Londrina. Ontem, a gasolina foi encontrada por até R$ 1,95 na cidade. Na semana passada, segundo o site da Agência Nacional do Petróleo (ANP), o preço médio praticado foi R$ 2,03 por litro. Já o álcool, vendido por R$ 1,05 na semana anterior, foi encontrado por até R$ 0,93 por litro, também ontem, em pesquisa realizada pela Folha.
No Posto 15 (área central), o proprietário Luis Bolognesi já estava praticando os novos valores. Ele reajustou por causa da queda de preços em outros postos, mas não acredita que a oscilação decorra apenas da concorrência. ''O mercado de Londrina não é ajustado'', disse ele, que espera novas mudanças nos próximos dias. ''Pode cair ou voltar a subir''.
Emílio Santaella, dono do posto Carajás (área central), pretendia reduzir os preços na bomba a partir de hoje. Ele informou que as distribuidoras de combustível não reduziram o valor cobrado pelo produto no atacado. ''Vamos abaixar por causa da concorrência. Tem algum louco pensando que vai fazer milagres'', criticou, referindo-se aos concorrentes que modificaram os preços.
Contrariando a tendência dos donos de posto ouvidos pela reportagem, o empresário Eduardo Tomasetti, do posto Santa Cruz (área central), ia continuar cobrando R$ 2,02 pela gasolina e R$ 0,95 pelo álcool. ''Menos que isso é inviável. Ou tem adulteração ou sonegação no mercado'', opinou. O empresário explicou que comercializa apenas combustíveis com garantia de qualidade e, por isso, não pode abaixar os preços.
José Carlos de Luza, dono do Posto Samuara (zona oeste), tem opinião parecida. Desinformado sobre os preços praticados pela concorrência, ele pretendia reajustar os valores apenas se a queda fosse absorvida pelas distribuidoras.

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