Preço da fibra ótica sobe 35% com aumento da demanda no País
PUBLICAÇÃO
domingo, 24 de setembro de 2000
Emerson Cervi De Curitiba 
A rápida expansão do mercado interno e externo, considerada uma explosão do setor, está começando a prejudicar o fornecimento de fibra ótica para empresas de telecomunicações no Brasil. O mercado de cabos de fibra ótica praticamente duplicou em três anos. Em 1996 a demanda nacional estava próxima de um milhão de quilômetros. Em 2000 a expectativa é que ela chegue a dois milhões de quilômetros. A expansão não é apenas interna. A produção de cabos de fibra ótica de todo o mundo até meados de 2002 está comprada.
Os fabricantes de cabos de fibra ótica não estão conseguindo acompanhar o crescimento da demanda. O resultado é um reajuste dos preços finais. Segundo o diretor executivo da Furukawa Industrial S.A., Foad Shaikhzadeh, os preços finais do produto devem crescer entre 20% e 35% esse ano, dependendo das especifcações do projeto.
Uma das principais matérias-primas do cabo, a própria fibra ótica, é um exemplo do aumento de preços. No começo do ano a Furukawa comprava a fibra por U$ 34,00 o quilômetro. Agora o preço não fica abaixo de U$ 48,00.
Apesar da existência de pedidos, a fábrica da Furukawa em Curitiba está operando com 80% da capacidade de produção por falta de insumos. Para o diretor-executivo da empresa, o não planejamento da expansão das redes de telecomunicações no Brasil é o principal responsável pelo desequilíbrio no mercado.
A Furukawa é a maior produtora de cabos de fibra ótica no Brasil e a quarta mundial, com capacidade 1,5 milhão de quilômetros por ano. Como metade da produção é destinada à exportação, ela abastece cerca de 30% do consumo nacional, o que equivale a quase 700 mil quilômetros de cabos por ano. Segundo o diretor-executivo, a demanda internacional cresceu mais que o mercado interno nesse período. A expansão da Internet gerou esse mercado agressivo, que está movimentando o setor e pode crescer mais ainda.


