Curitiba O Paraná foi o Estado que apresentou a maior alta no custo da construção civil em setembro no País. A variação foi de 5,19%, sendo que a média nacional no mês foi de 1,25%, segundo levantamento divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, o custo do metro quadrado no Estado subiu para R$ 405,48. O preço médio nacional foi de R$ 378,63.
De acordo com o IBGE, a alta nacional foi provocada principalmente pelos aumentos nas regiões Norte (2,77%), Sul (2,45%) e Centro-Oeste (2,21%). Essas regiões sofreram influência de dissídios salariais em alguns de seus Estados, como foi o caso do Paraná. Os reajustes salariais também causaram aumento no custo do metro quadrado em Rondônia (4,03%), Tocantins (4,39%) e Mato Grosso (4,46%).
Para o Sindicato das Indústrias de Construção Civil do Paraná (Sinduscon), o custo do metro quadrado no Estado em setembro foi de R$ 607,82, alta de 0,75% em relação ao mês anterior. O Sinduscon e o IBGE utilizam metodologias diferentes. Para o sindicato, o aumento no preço da construção civil foi causado por causa da variação do dólar.
Na composição do custo nacional, R$ 213,29 foram relativos aos gastos com materiais e R$ 165,34, com a mão-de-obra. De acordo com o IBGE, a parcela dos materiais que compõem o índice subiu 1,56%, e a mão-de-obra, 0,86%. De janeiro a setembro, os materiais acumulam uma alta de 7,15%, e o custo do trabalho, 7,46%.
O diretor de finanças do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil (Sintracon), David Vasconcelos, disse que não sabe explicar porque o custo da construção no Paraná é mais alto do que no resto do Brasil. ''Em termos de piso, o salário de Curitiba e região é um dos maiores do Brasil, mas não chega a pesar tanto para causar essa diferença, porque é uma questão de centavos'', afirmou. Segundo ele, a categoria obteve um aumento de 9,03%, referente a perdas inflacionárias.

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