Preço da cesta básica sobe pelo 2º mês
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quarta-feira, 05 de abril de 2006
Fernanda Mazzini<br>Reportagem Local 
O preço da cesta básica subiu em Londrina pelo segundo mês consecutivo. Em março, o valor dos alimentos ficou 5,42% mais caro, com relação a fevereiro. No mês passado, a alta foi puxada pelo custo do tomate, que subiu 59,65%; e da batata, que teve um acréscimo de 29,59% em seu preço. Apesar do aumento neste mês, o custo da cesta básica acumula baixa de 3,52% nos primeiros três meses do ano. Com relação aos últimos 12 meses a queda é um pouco maior: 6,34%.
Além das altas do tomate e da batata, os sucessivos aumentos do preço do feijão têm chamado a atenção dos pesquisadores. Segundo o economista Flávio Oliveira dos Santos, coordenador da pesquisa, o custo do feijão está sendo reajustado desde dezembro. Somente nestes três primeiros meses, o produto acumula alta de 63,44% para o consumidor. Em janeiro, o quilo de feijão custava, em média, R$ 1,45; ontem, o preço era de R$ 2,37. ''A seca que atingiu o Estado contribuiu para uma queda da safra, o que fez os preços subirem'', afirmou.
Dos 13 itens pesquisados, o preço de oito deles subiu em março. A cotação do tomate foi o que teve reajustes, seguido pela batata. Em seguida, vieram o custo da banana (18,53%), leite C (16,92%), margarina (11,70%), feijão (8,97%), farinha de trigo (1,54%) e café (1,76%). Outros cinco produtos tiveram seus preços reduzidos: carne (7,61%), pão francês (5,75%), arroz (1,63%), óleo de soja (1,35%) e açúcar (0,61%).
A partir dessas variações de preços, o custo da cesta para uma pessoa ficou em R$ 143,42, enquanto uma família de quatro pessoas (dois adultos e duas crianças) passou a gastar R$ 430,27. A diferença entre o supermercado mais caro e o mais barato ficou em 13,84%. Em dinheiro, o montante é R$ 54,09. ''Com essa diferença, de R$ 54,09, é possível comprar 41% de uma cesta básica para uma pessoa'', afirmou.
Na avaliação do economista, essa variação justifica uma pesquisa de preços, uma vez que o supermercado mais barato e o mais caro estão localizados na região central, há cerca de dois quilômetros de distância. A pesquisa é realizada todos os meses em dez supermercados da cidade por três alunos do curso de Administração da Faculdade Metropolitana.
Consumidores - Os consumidores perceberam essa alta de preços. ''As coisas sobem todo dia. Sempre estou gastando mais, apesar de comprar os mesmos produtos'', comentou a dona-de-casa Emília Gonçalves. Ela disse que procura economizar nas suas compras e, inclusive, faz substituições de marcas. Outra dona-de-casa Geny Simões de Araújo observou que costuma pesquisar apenas em compras ''maiores''. ''Quando vou ao supermercado só para comprar o que está precisando, não vejo muito o preço'', afirmou.
A dona-de-casa Marlene Moreira também disse que percebeu a alta dos preços dos alimentos mas, mesmo assim, não costuma pesquisar. ''Acabo fazendo compras no supermercado mais perto da minha casa. Percebo que estou gastando mais quando passo pelo caixa'', observa.


