Preço da cesta básica sobe 5,94% em setembro
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terça-feira, 04 de outubro de 2005
Fernanda Mazzini<br>Reportagem Local 
O custo da cesta básica do londrinense subiu 5,94% em setembro. O aumento registrado no mês passado interrompeu uma queda sistemática dos preços dos gêneros alimentícios de quatro meses seguidos. Mesmo com essa alta, a cesta básica acumula deflação de 4,53% neste ano e queda de preços de 5,74% nos últimos 12 meses. Em setembro, os ''vilões'' foram o tomate e a carne (coxão mole), que tiveram seus preços reajustados em 20,53% e 12,97%, respectivamente.
Dos 13 itens que compõem a cesta básica, seis apresentaram reajuste de preços. Além do tomate e da carne, os outros foram margarina (+3,93%), açúcar (+2,7%), pão francês (+2,08%) e leite C (+0,10%). Outros sete itens tiveram seus preços reduzidos: feijão (-8,52%), banana (-7,48%), farinha de trigo (-6,34%), batata (-5,01%), óleo de soja (-2,73%), arroz (-031%) e café (-0,03%).
No mês passado, uma família de quatro pessoas (dois adultos e duas crianças) gastou R$ 395,02 para comprar a cesta completa. O custo para apenas uma pessoa ficou em R$ 131,67. Em agosto, uma família teve que desembolsar R$ 372,86 para comprar a mesma cesta básica. ''Percebemos que, nos meses anteriores, muitos supermercados estavam baixando seus preços. Em setembro, somente três reduziram, enquanto os outros sete subiram'', comentou o economista Flávio Oliveira dos Santos, professor da Universidade Metropolitana.
Em porcentagem, o produto que mais apresentou diferença de preços foi o tomate. O quilo do fruto variou de R$ 0,47 a R$ 1,89, uma diferença de 302,13%. Em reais, a carne foi o produto que apresentou a maior diferença de preços: R$ 3,10. O custo do quilo variou de R$ 6,89 a R$ 9,99 nos supermercados. O preço da banana variou 167,57%, o da margarina teve uma diferença de 102,27% e o da batata 102,04%.
A pesquisa é realizada mensalmente por dois alunos da Universidade Metropolitana e coordenada pelo economista. A consulta é feita em dez supermercados da cidade, sendo dois localizados nos bairros e o restante na região central. São pesquisados 13 itens somente produtos alimentícios e levados em conta apenas a marca mais barata de cada estabelecimento, sem considerar a marca.
Consumidores - Os consumidores de Londrina estão atentos quanto à variação de preços nos supermercados. O trabalhador autônomo Ali Moussa afirmou que percebeu o reajuste dos preços. ''Hoje ganhamos na compra e não mais na venda'', comentou. Ele disse que está sempre à procura de promoções. A advogada Ester Pitta Zanette também é outra consumidora atenta. ''Estou sempre de olho. Os produtos que mais subiram foram os materiais de limpeza e a alimentação'', observou.
A advogada comenta ainda que não costuma comprar produtos de marcas tradicionais, geralmente, os mais caros. ''Procuro bons produtos, mas que não chamam tanta atenção'', disse. Já a professora Gilcene de Oliveira diz que não tem muito tempo para fazer suas compras e que, por isso, não costuma perceber os aumentos de cada produto. ''Só vejo que gasto mais'', disse.


