Preço da cesta básica fica estável
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quinta-feira, 05 de outubro de 2006
Erika Zanon<br>Reportagem Local 
O preço da cesta básica se manteve estável no mês de setembro, em comparação com o mês anterior, registrando uma redução de apenas 0,36%. O custo do kit com 13 produtos para uma família de 4 pessoas - dois adultos e duas crianças - passou de R$ 412,64, em agosto, para R$ 411,17, no mês passado. Com a variação de preço, a cesta para um pessoa ficou registrada em R$ 137,06, conforme pesquisa que acompanha evolução de preços na cidade.
Um dos destaques do levantamento no mês de setembro, conforme informou o coordenador da pesquisa, o economista Flávio Oliveira dos Santos, foi que a diferença de preço de um supermercado para outro ficou em 25,66%. No estabelecimento mais barato, a cesta básica custou R$ 375,78 e, no mais caro, o valor chegou a R$ 472,20. ''Se o consumidor tivesse pesquisado, poderia ter economizado cerca de R$ 169,36 ou 55,92%, pois a compra de cada item nos supermercados mais baratos totalizaria R$ 302,84'', destacou o economista. No mês de agosto essa diferença de preço entre o estabelecimento mais caro e a pesquisa de preço foi de 40%.
Para ele, esse levantamento de preço mostra o quanto é importante o consumidor pesquisar antes de fazer a compra. ''É interessante reservar um pouco de tempo para a pesquisa de preço. Mesmo que seja em apenas dois ou três supermercados, já é possível economizar'', recomendou Santos. A pesquisa foi realizada em 10 supermercados de Londrina, oito na área central e dois em bairros. Os dois estabelecimentos com os preços mais em contas foram os dos bairros.
Entre os 13 produtos da cesta básica, quatro registraram queda de preço: banana, tomate, açúcar e carne. Os outros nove itens sofreram reajuste: batata, farinha, leite Tipo C, margarina, feijão, arroz, óleo, pão francês, café. De acordo com o economista, apesar de apenas quatro produtos terem registrado redução no preço, a queda no valor da cesta aconteceu porque esses itens representam 57,31% no preço do kit. ''Só a carne teve um peso de 43%, este mês'', acrescentou Santos.
Consumidores:Cada consumidor encontra uma forma de economizar na hora de fazer compra, mas boa parte admite que não faz pesquisas. A professora Jéssica Elizabeth Gonçalves Pieri, por exemplo, evita os supermercados grandes. ''Fujo deles porque tem mais opções de produtos e a gente acaba gastando mais. Essa é a minha forma de economizar'', frisou Jéssica. Para ela, que faz uma compra grande mensalmente, porém está toda semana no supermercado para comprar frutas, verduras e legumes, o item que mais tem pesado no valor total é a carne, que aumenta todo mês.
Na opinião do gerente comercial Silvio Tonelli, os preços dos produtos nos supermercados têm se mantido estáveis. ''Venho todo dia ao supermercado e não percebi muita diferença nos preços'', comentou. Tonelli admitiu que não tem o hábito de fazer pesquisa de preço, e disse que isso não é positivo. ''Deveria ter mais disciplina e fazer pesquisa, porque só assim acho que conseguiria economizar'', ressaltou.
A secretária Sandra da Silva Lemes também confessou que não consegue fazer pesquisas. ''Às vezes prefiro pagar mais caro, mas faço a compra no supermercado mais próximo do meu trabalho ou da minha casa por praticidade. Não tenho muito tempo para fazer pesquisas'', disse Sandra.


