Preço da cesta básica em Londrina sobe 4,36% em setembro
Levantamento do NuPEA calculou o valor médio de R$ 631,09, mas aponta tendência de estabilidade; tomate, margarina e óleo tiveram maiores altas
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terça-feira, 30 de setembro de 2025
Levantamento do NuPEA calculou o valor médio de R$ 631,09, mas aponta tendência de estabilidade; tomate, margarina e óleo tiveram maiores altas

A cesta básica em Londrina encerrou setembro com alta de 4,36% sobre agosto. O preço médio foi de R$ 631,09 contra R$ 604,72 no mês anterior. Tomate, margarina e óleo de soja, nesta ordem, foram os produtos que registraram os maiores aumentos.
O levantamento é feito mensalmente pelo NuPEA (Núcleo de Pesquisas Econômicas Aplicadas), do câmpus da UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná) em Londrina. No final de cada mês, os pesquisadores vão a campo para cotar o preço dos 13 itens que compõem a casta básica em 11 supermercados da cidade, distribuídos em todas as regiões.
A pesquisa aponta uma tendência de estabilidade nos últimos meses. Em julho, o valor médio da cesta foi calculado em R$ 633,02. Até o momento, março teve a cesta mais cara do ano, calculada em R$ 660,31.
Na comparação com setembro de 2024, quando a cesta básica foi cotada em R$ 585,40, em setembro deste ano houve alta de 7,80%. Em relação ao dia 1º de janeiro deste ano, quando custava R$ 625,45, a alta foi de 0,9%.
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O valor final da cesta básica calculado pelo NuPEA é o resultado da média obtida a partir dos preços dos 13 itens praticadas nos 11 supermercados visitados. Mas todos os meses, os pesquisadores divulgam os valores mínimo e máximo.
Em setembro, o mínimo foi de R$ 539,81, 14,5% mais baixo do que o preço médio registrado no mês. Mas para economizar na compra, o consumidor teria que passar por cada uma das 11 lojas comprando em cada uma delas os itens mais em conta.
Como essa é uma prática distante da realidade da maioria dos consumidores, o NuPEA também calcula quanto custaria a cesta se as compras fossem feitas no supermercado mais barateiro. Nesse caso, a economia seria um pouco menor, de 9,6%, com o preço final de R$ 570,33.
Na outra ponta, o consumidor que realizasse as compras no supermercado com os preços mais altos, pagaria 10,8% a mais pela mesma cesta, cotada a R$ 699,17. Os diversos cenários calculados pelo estudo demonstram que pesquisar antes de comprar ainda é a melhor forma de esticar o orçamento.
Em setembro, sete dos 13 produtos considerados essenciais tiveram aumento. O tomate liderou a lista, com uma variação de 28,0%. Em seguida, aparecem a margarina, com a alta de 17,0%, o óleo de soja (10,0%), o pão (4,1%), a banana (3,5%), o feijão (2,8%) e a carne (2,2%).
Carne
A carne é o produto que tem maior peso na cesta básica. No mês passado, representou 45% do valor total. O corte utilizado como referência no levantamento é o coxão mole, em peça ou fatiado, o que estiver mais em conta. O preço da carne em setembro variou entre R$ 37,90 e R$ 49,90 e na média do mês, o quilo do produto ficou em R$ 43,06.
Entre os cinco itens que baixaram de preço, a redução mais significativa foi observada no arroz, com queda de 3,3%. Na sequência, estão o café, que baixou 2,5%, a farinha de trigo (2,2%), o leite (2,2%) e o açúcar (2,1%). A batata, com variação de 1,0%, foi considerada estável.
"Os alimentos mostram sinais de equilíbrio, puxados pela maior oferta de produtos da safra e por custos mais controlados de transporte", avaliou o coordenador do NuPEA, Marcos Rambalducci. O economista observou que na comparação com o preço da cesta básica no início do ano, houve alta de menos de 1% em setembro. "Para o próximo mês, a expectativa é de variações menores, mas fatores como clima e mesmo o dólar ainda podem trazer alguma surpresa."


Simoni Saris
Repórter com atuação nas áreas de Economia, Infraestrutura e Agronegócio.




