Ao contrário de Curitiba e outras 15 capitais brasileiras, Londrina registrou queda no preço da cesta básica em janeiro. Segundo o economista Flávio Oliveira dos Santos, houve redução de 1,10% no custo de 13 itens pesquisados em 10 supermercados da cidade. Em dezembro, essa compra custava R$ 423,85 para uma família de quatro pessoas (dois adultos e duas crianças) e, no mês passado, o valor caiu para R$ 419,18.
Na opinião de Santos, as promoções e a concorrência entre os estabelecimentos foram os responsáveis por essa alteração. O produto que sofreu a maior redução foi o açúcar (- 9,11%), seguido pela farinha de trigo (- 2,09%) e pelo leite tipo C (-1,54%). Em compensação, a batata subiu 24,53%, o feijão carioquinha 12,51% e o pote de margarina (500 gramas) 11,30%.
Essa pesquisa utiliza como base a média de preços obtidos na primeira semana de cada mês. Dessa vez, o tomate foi o produto que registrou a maior diferença: R$ 0,91 entre o estabelecimento mais barato e o mais caro, ou seja, 133,82%. O leite tipo C foi o que menos variou de preço: R$ 0,15 apenas o equivalente a 16,67%. ''Considerando somente os produtos mais baratos, a mesma cesta básica custaria R$ 338,45 para a família usada como modelo, ou seja, uma economia de R$ 80,73'', explicou o economista ao defender a pesquisa de preço.
Dentro dos supermercados é fácil encontrar adeptos dessa idéia. A dona de casa Elza Alves do Carmo, por exemplo, é um deles. Assim como muitos consumidores, ela reluta em acreditar que houve queda no preço da cesta básica. Isto porque eles levam em conta também itens de higiene, limpeza e outros que não entram nessa avaliação. ''Hoje em dia, a comida custa mais que o vestuário. Para economizar um pouco, é preciso ficar atento às promoções e comprar exclusivamente o necessário. Antigamente, a gente ia ao supermercado uma vez por mês. Atualmente, eu venho todos os dias'', afirmou.
A assistente social Helena Malaguido também está assustada com os últimos aumentos de preço. Mas, ao contrário de Elza, ela não costuma percorrer os estabelecimentos em busca das melhores ofertas. Ela diz que prefere trocar as marcas, reduzir quantidade de produtos e, até mesmo, abolir outros da lista de compra. ''Não vale à pena gastar tanto combustível porque a economia é menor'', justificou.
Santos coordena uma equipe de quatro universitários da Faculdade Metropolitana que há 2,5 anos realiza e divulga a pesquisa de preços mensalmente.

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