O custo da cesta básica em Londrina caiu 6,45% no último mês em relação a março, segundo levantamento da Faculdade Pitágoras. O início da safra de alguns produtos, como o tomate, e o reflexo da desoneração dos impostos federais sobre alimentos do grupo foram os principais responsáveis pela queda de R$ R$ 293,44 para R$ 274,50 no preço do kit para uma pessoa, no período. No pacote familiar, o valor foi de R$ 880,31 para R$ 823,49.
Puxaram para baixo o índice as quedas de preço de 35,89% do tomate, de 8,92% da margarina, de 5,69% do óleo de soja e de 4,61% do arroz. Por outro lado, houve alta de 17,60% no custo do feijão, de 10,71% sobre o leite e de 10,02 para a batata.
O professor de economia Flavio Oliveira dos Santos, responsável na Faculdade Pitágoras pela pesquisa, afirma que, além da maior oferta de tomate, de carne e de arroz e da desoneração sobre a cesta, o fato de o consumidor ter reduzido o consumo de produtos muito caros levou à redução no custo total. "Mas o tomate, por exemplo, ainda está caro. É preciso fazer pesquisa de preços", diz.
Por item, a diferença entre supermercados chega a 152,25%, no caso da batata. O preço mínimo encontrado foi de R$ 1,78 por quilo e o máximo, de R$ 4,49. Completam o grupo dos cinco produtos com maior variação a banana, com preço de R$ 0,99 a R$ 2,39 (141,41%), o tomate, de R$ 2,99 a R$ 6,79 (127,09%), o feijão, de R$ 3,69 a R$ 6,72 (82,11%), e o quilo do coxão mole bovino, de R$ 13,55 a R$ 18,40 (35,79%).
Santos conta que o levantamento de preços é feito em nove supermercados e que, se o consumidor comprasse apenas os itens em promoção em cada ponto de venda, poderia economizar 37,68%, ou R$ 244,50 em uma cesta familiar, para dois adultos e duas crianças. "Mesmo se a pessoa for a três supermercados, consegue gastar 22% a menos (ou R$ 181), o que dá mais do que o custo que teria com o combustível do carro", afirma o professor.
Apesar da tendência de crescimento de oferta de boa parte dos produtos da cesta nos próximos meses, o economista não acredita em quedas expressivas para o consumidor. "A cesta deve ficar neste mês com o preço estável ou ter leve alta por influências climáticas, como geadas."

Compra cuidadosa
O consumidor londrinense se diz cada vez mais atento às variações de preço. Em supermercados da região central, é comum ver clientes que chegam com aquele saco de plástico transparente em frente à gôndola de legumes, frutas e verduras, olham o preço, fazem cara de espanto e passam para o próximo produto. "Procuro olhar sempre, porque a variação é impressionante", conta o aposentado Jair Beralto.
Mesmo que não precise do item, Beralto confere os preços sempre que passa por mercados. "Depende muito do lugar aonde você vai. Já encontrei sacolão muito mais barato, com preço de tomate a R$ 4,50 quando em alguns mercados estava em R$ 14."
A atendente de call center Jéssica Siqueira usa a mesma estratégia, sempre que pode. "Vou ao mercado mais próximo à minha casa para emergências, mas a compra do mês eu faço com base na pesquisa em panfletos ou propagandas de TV."

Imagem ilustrativa da imagem Preço da cesta básica cai 6,45% em Londrina
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