O preço das carnes no varejo ainda não foi afetado pelo fechamento das barreiras do Paraná em função do foco de febre aftosa. Segundo levantamento mensal feito pelo Departamento de Economia Rural (Deral), órgão ligado à Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab), em outubro foram registradas pequenas variações de preços, que ocorrem pelo comportamento do próprio mercado.
''Por enquanto, está tudo normal. Todos estão esperando como o mercado vai se comportar'', avalia Rosângela Zaparoli Vieira, chefe do Deral, em Londrina. No atacado, a cotação do boi em pé está em R$ 52, o mesmo preço registrado no mês passado.
Na avaliação do médico-veterinário Fábio Peixoto Mezzadri, técnico do Deral, a crise ocasionada pela febre aftosa ainda não trouxe nenhum reflexo para a pecuária de corte paranaense. ''Os frigoríficos que exportam para a União Européia estão reduzindo sua produção. E os frigoríficos que trabalham com o mercado interno estão com os mesmos custos, mas estão segurando as compras para esperar que o preço da arroba caia'', afirma Mezzadri.
Já os pecuaristas estão divididos. Uma parcela prefere segurar o gado no pasto para esperar a crise passar enquanto a outra prefere vender os animais com temor de que os preços piorem.
''Ainda não dá para fazer qualquer avaliação. Se o Paraná conseguir atingir o mercado paulista, que era abastecido com a carne do Mato Grosso do Sul (estado onde surgiu o foco da aftosa) a tendência é que o preço até aumente porque não teremos tanta oferta no mercado estadual'', analisa o veterinário. Segundo Mezzadri, a maioria da carne exportada vai para Rússia, país que embargou somente a carne do Mato Grosso do Sul. ''Tudo isso são fatores que estão segurando os preços no varejo'', diz.

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