Preço da carne cai, em média, 7% desde janeiro
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terça-feira, 02 de agosto de 2011
Mariana Fabre <br> Reportagem Local 
De janeiro a junho deste ano, o preço do quilo da carne sofreu redução média de 6,96% no varejo paranaense. Levantamento da Secretaria Estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab) aponta que, dentre os nove cortes pesquisados, a maior queda, de 19,09%, foi registrada no filé mignon, que passou de R$ 34,52 para R$ 27,93 no mês passado. No mesmo período, o preço da alcatra caiu 11,4%, passando de R$ 20,26 em janeiro para R$ 17,95 em junho.
Nos supermercados e açougues do Estado, o coxão mole teve redução de 13,71% e o quilo do acem caiu 12,67%. De acordo com o médico veterinário do Departamento de Economia Rural (Deral) da Seab, Fabio Mezzadri, normalmente o inverno é caracterizado como período de entressafra. Nessa época, a diminuição da qualidade das pastagens faz com que os pecuaristas segurem o gado para engorda e comercializem a carne apenas a partir de outubro.
No entanto, a estiagem registrada entre maio e junho e a ocorrência das últimas geadas comprometeram mais severamente o desenvolvimento das pastagens. ''Isso resultou em uma ação atípica dos produtores, que este ano optaram por vender os animais antes que a situação piorasse'', esclarece Mezzadri. Ele explica que essa atitude ocasionou maior oferta do produto no mercado e, consequentemente, redução de preços.
Segundo o Deral, o preço pago aos produtores pela arroba bovina também apresentou redução no primeiro semestre do ano. Em janeiro, ela era cotada a R$ 95,43 e, em junho, o valor caiu para R$ 91,91, uma desvalorização de 3,68%. Mezzadri afirma, entretanto, que a melhora das condições das pastagens em julho provocou mudanças no comportamento do mercado. ''Os pecuaristas começaram a segurar o gado na expectativa de ganho de peso e agora já há relatos de falta de animais para abate nos frigoríficos'', revela.
Essa redução de oferta tem efeito nos preços e, no último dia 28, a média estadual da arroba subiu para R$ 97,36, uma valorização de 5,92% em relação à junho. De acordo com Mezzadri, a tendência é de aumento no preço das carnes até o mês de outubro, quando a oferta do produto deve crescer em função do período de safra.
Embargo
Segundo o veterinário do Deral, o embargo russo aos frigoríficos paranaenses não afetou significativamente os preços da carne. ''Os frigoríficos embargados possuem logística para exportar por unidades de outros estados'', argumenta Mezzadri, apontando que a mercadoria não ficou retida no mercado interno influenciando os preços.


