Curitiba - Os preços da gasolina e do álcool caíram em Curitiba na última semana. O levantamento de preços semanal realizado pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) mostra que o valor médio cobrado pelo litro da gasolina que era de R$ 2,51 na semana de 6 a 12 de julho passou para R$ 2,45 no período de 13 a 19 de julho, o que representou uma queda de 2,40%. Ontem, a reportagem encontrou a gasolina a R$ 2,21. O preço médio nas distribuidoras manteve-se estável em R$ 2,14 no último mês. No entanto, a margem média de lucro caiu de R$ 0,38 para R$ 0,30 nas duas últimas semanas.
Em Londrina, o panorama é diferente da Capital. Nas duas últimas semanas, o preço médio da gasolina manteve-se estável em R$ 2,38. O produto variou de R$ 2,24 a R$ 2,49. A margem de lucro também ficou estabilizada em R$ 0,23 nos últimos 15 dias. O preço médio nas distribuidoras ficou em R$ 2,14. Ontem, o litro do combustível já estava mais barato. Nos postos consultados pela reportagem o litro da gasolina variou de R$ 2,25 a R$ 2,39.
O álcool também pesou menos no bolso do consumidor curitibano. Segundo a pesquisa da ANP, o preço médio caiu de R$ 1,51 para R$ 1,46, o que significa uma redução de 3,31%. No entanto, nos postos de Curitiba é possível encontrar o litro do álcool por R$ 1,25. A margem de lucro média dos postos caiu de R$ 0,32 para R$ 0,23. O preço médio nas distribuidoras passou de R$ 1,19 para R$ 1,23 nas duas últimas semanas.
Em Londrina, o preço médio do álcool permaneceu estável em R$ 1,36 no mesmo período. O produto foi vendido desde R$ 1,21 até R$ 1,49. A margem média de lucro dos postos ficou estável em R$ 0,21 e o preço médio nas distribuidoras também permaneceu em R$ 1,15. Ontem, o preço do litro do combustível já estava com preço mais baixo. Nos postos pesquisados, o custo do álcool variava de R$ 1,21 a R$ 1,39.
O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Derivados de Petróleo do Paraná (Sindicombustíveis-PR), Roberto Fregonese, disse que não houve queda nos preços do álcool anidro (que é misturado à gasolina) e do hidratado.
Ele acredita que a queda de preços nos combustíveis em Curitiba foi provocada pela concorrência e pela queda no movimento dos postos em função das férias escolares. ''Não há uma explicação técnica (para a redução de preço). Os preços caíram muito rapidamente'', disse. Para ele, a queda nos preços também pode estar associada a fraudes no mercado como sonegação fiscal e adulteração.
Fregonese prevê que os preços continuem neste mesmo patamar até o final de julho. A previsão é que, a partir do início de agosto, com o início das aulas nas escolas, os preços voltem a ficar mais caros. (Colaborou Fernanda Mazzini)

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