Vânia Casado
A explosão no preço do feijão preto, ocorrido em 97, está estimulando o plantio da segunda safra de feijão no Paraná, em que predomina o plantio de feijão de cor. A área cresceu 7,5% com o aumento de espaço para o feijão preto. As regiões tradicionais como Irati dobraram o plantio e em Guarapuava, houve crescimento de 6,5 mil ha, no ano passado, para 8 mil este ano.
A área plantada com feijão na segunda safra deve atingir 67,8 mil ha. Na safra anterior foram plantados 63,1 mil ha. Cerca de 58% da área já está plantada e a expectativa é de 86 mil a 96 mil t (+36%), segundo a técnica do Deral, Margorette Demarchi.
A previsão otimista poderá se concretizar se a safra não for prejudicada pelo excesso de chuvas como previsto pela meteorologia, com a volta do ‘‘El Ni¤o’’. Mesmo as lavouras que já foram plantadas e estão em fase de desenvolvimento vegetativo e em floração estão sofrendo com as temperaturas elevadas, destacou a técnica.
As cotações de feijão preto tiveram uma média de R$ 32,38/saca, contra a média histórica de R$ 23,31/saca. A partir de outubro, os preços começaram a evoluir no mercado, chegando a R$ 49,00/saca em dezembro. Atualmente o produto está sendo comercializado a R$ 54,00/saca. Também o feijão de cor está com preços compensadores, mas a explosão nos preços ocorreu somente há 15 dias e não provocou reflexos positivos junto ao produtor, que já tinha comercializado a produção, analisou Demarchi. Na média do ano de 1997, a saca de feijão de cor foi de R$ 28,20 a saca e esta semana o feijão de cor foi comercializado a R$ 32,90 a saca. Ocorre que entre os meses de julho e dezembro, os preços entraram em queda livre sendo que o produto chegou a ser comercializado por R$ 18,00 a saca em outubro. Demarchi acredita que a melhora nos preços do feijão ainda vai convencer os produtores porque a tendência do mercado é se manter firme.

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